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Senado abre prazo de cinco sessões para votar reforma da Previdência

Senado abre prazo de cinco sessões para votar reforma da Previdência

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O prazo de cinco sessões, previsto pelo regimento do Senado para votação da reforma da Previdência, começou a ser contado hoje (10). Nesta terça-feirta, o plenário da Casa recebeu uma sessão temática para discutir a matéria, da qual participou o relator da reforma, Tasso Jereissati (PSDB-CE). O senador presidiu parte da sessão e ouviu a ponderação de alguns dos convidados.

O secretário especial de Trabalho e Previdência do Ministério da Economia, Rogério Marinho, um dos grandes articuladores da reforma pelo lado do governo federal, afirmou que o governo projeta uma economia de R$ 876 bilhões em 10 anos, já considerando as mudanças feitas na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, na semana passada. Antes de o texto da reforma chegar à CCJ, a economia projetada era de R$ 933,5 bilhões.

Ainda nas projeções do governo, haverá uma economia, em 10 anos, de R$ 621,3 milhões, considerando apenas a previdência do regime geral. A economia por indivíduo chegaria a R$ 8,7 mil. Já entre servidores federais, a economia no mesmo período seria de R$ 159,8 milhões, sendo R$ 114,1 mil a economia por indivíduo.

Marinho frisou que o país não tem recursos suficientes para sustentar a previdência atual, e áreas importantes sofrerão o impacto do déficit previdenciário. “O acréscimo à nossa divida é R$ 40 bilhões ano a ano, o que impede que o Estado tenha recursos para investir. Faltam recursos para educação, saúde e segurança pública, [ou seja,] para os mais pobres”, afirmou o secretário.

A sessão também recebeu Ricardo Berzoini, que foi ministro da Previdência Social de janeiro de 2003 a janeiro de 2004. Para Berzoini, uma reforma da Previdência deve preservar o conceito de proteção social previsto pela Constituição de 1988. “Aqui se estabelece uma troca entre crianças e idosos. Precisamos tirar dinheiro dos idosos para proteger as crianças. Eu digo algo diferente: ‘precisamos tributar os bilionários, os latifundiários, os banqueiros, para que possamos ter dinheiro para fazer as políticas públicas que o Brasil precisa. […]’ É mentira que essa reforma combate privilégios.”, disse.

Berzoini apresentou como base de seu argumento o fato de a proposta não atingir a atual legislatura do Congresso e de a reforma da Previdência para os militares ser, segundo ele, “um projeto muito simpático”. “Para parlamentar é só daqui para a frente, para quem se eleger em 2022. Para milita,r é um projeto muito simpático, acompanhado de um aumento salarial. Agora, para pensionista, há uma redução de 40%”, destacou.

Sem citar Berzoini, o secretário Rogério Marinho rebateu a proposta de tributação de grandes fortunas. “Ouvimos aqui que devemos taxar grandes fortunas ou dividendos. Bom, maravilhoso. Pessoas que aqui vieram passaram 13 anos no governo e não o fizeram. O Brasil precisa mudar sua situação tributária, mas em outro momento, em outro projeto de lei. Aqui estamos tratando de Previdência.”

Ao defender a reforma, o economista Paulo Tafner ressaltou que o perfil populacional do Brasil está mudando e que isso exige mudanças no sistema previdenciário. “Nosso sistema de repartição está condenado pela demografia. Nós devemos pensar no futuro. O Brasil é um país jovem, que vai migrar rapidamente para um país idoso. E isso já está começando. […]. A cada ano aumenta em R$ 10 bilhões o gasto previdenciário. Em 10 anos, vai chegar a 80% do orçamento total”, estimou o economista.

 

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Mergulhadores do Corpo de Bombeiros resgatam ultraleve do fundo do lago em Porto Nacional

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Mergulhadores da Companhia Independente de Busca e Salvamento (CIBS), do Corpo de Bombeiros Militar, realizaram ação inédita no Tocantins na última terça-feira, 25, resgatando uma aeronave modelo ultraleve, do fundo do lago da Usina Luís Eduardo Magalhães. O acidente ocorreu em Porto Nacional e a aeronave estava submersa a mais de 12 metros de profundidade. O uso de equipamentos apropriados, como Levantadores de Peso Submerso (LPS) e de técnicas de reflutuação ajudaram para que o ultraleve pudesse ser retirado com rapidez.

A queda do Ultraleve aconteceu no domingo, 23, à tarde, porém, o registro da ocorrência com pedido de resgate foi feito na segunda-feira, por volta das 16 horas. Devido a isso, a Companhia Independente de Busca de Salvamento realizou o resgate do avião apenas na terça-feira de manhã. Não há registro de vítimas. A solicitação de atendimento foi feita por Auricélio André de Vasconcelos.

A equipe de mergulhadores foi composta pelo comandante da CIBS, capitão Rafael Menezes, comandante da Companhia de Porto Nacional e mergulhador capitão Dourado e pelos soldados Bezerra e Facundes. O planejamento e a execução do resgate duraram cerca de uma hora e meia.

Segundo o capitão Menezes, a aeronave estava a cerca de 30 metros de distância em relação à margem do lago, na área urbana de Porto Nacional. “Essa operação foi de média complexidade. Não tínhamos visibilidade debaixo da água”, conta.

Para a reflutuação da aeronave, os mergulhadores usaram duas bolsas de elevação (lift bags), com capacidade de 200 kg cada, permitindo que o ultraleve flutuasse e fosse levado para a margem.

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Brasileiros acreditam que inflação ficará em 5% nos próximos 12 mesesDado é da pesquisa realizada em fevereiro pela FGV

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Os consumidores brasileiros acreditam que, nos próximos 12 meses, a taxa de inflação acumulada ficará em 5%. O dado é da pesquisa realizada em fevereiro pela Fundação Getulio Vargas (FGV) que mede a expectativa de inflação dos brasileiros.

Na pesquisa feita em janeiro, os consumidores também acreditavam em uma inflação de 5%. Já em fevereiro do ano passado, a inflação esperada era de 4,9%, de acordo com a FGV.

O percentual é calculado com base em entrevistas com consumidores, que respondem à seguinte pergunta: “Na sua opinião, de quanto será a inflação brasileira nos próximos 12 meses?”

A inflação oficial medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) acumulava em janeiro deste ano, a taxa de 4,19%.

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Médico japonês conta como é seu trabalho no navio Diamond Princess

Mineo Matsubara está no navio desde o dia 13 de fevereiro

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Um médico japonês, que lida com o surto do novo coronavírus (Covid-19) no navio de cruzeiro Diamond Princess, sob quarentena nas proximidades de Tóquio, descreveu seu trabalho a bordo.

Mineo Matsubara está no navio desde o dia 13 de fevereiro como membro da Equipe de Assistência Médica para Desastres.

Ele lidera um grupo que lida com passageiros com febre. Os membros da equipe fazem uma triagem de pacientes cujas condições pioraram e os enviam para instalações médicas.

Matsubara disse que quando chegou, a situação era bastante séria, já que muitos idosos apresentavam febre alta.

O foco de sua equipe era encontrar pessoas em estado grave, ou aqueles sob risco, e enviá-los a hospitais.

Ele afirmou que sua prioridade era salvar vidas, comprometendo de certa forma medidas de prevenção de infecções.

Acrescentou que a situação no navio está em grande parte sob controle agora, com menos pessoas apresentando febre e quase ninguém em estado grave.

O foco no momento é enviar ao hospital aqueles que testarem positivo para o vírus, mas que não apresentarem sintomas.

Matsubara informou que segue instruções de especialistas da Sociedade Japonesa para Controle e Prevenção de Infecções.

Isso significa usar roupa de proteção com duas camadas de luvas, só removendo o equipamento em áreas designadas.

Ele afirma que quando é alertado sobre alguém apresentando febre, primeiro faz perguntas sobre sua condição por telefone. Em alguns casos, pode apenas receitar medicamentos.

Quando há necessidade de ver um paciente, ele abre a porta do quarto e faz perguntas a uma distância de 1,5 metro. Se for necessário examinar o paciente, ele pede auxílio de outra equipe médica com roupa de proteção completa.

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