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RJ: um em sete casos de covid-19 em idosos resulta em morte

RJ: um em sete casos de covid-19 em idosos resulta em morte

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A taxa de letalidade média do novo coronavírus (covid-19) no estado do Rio de Janeiro encontra-se em 4,4% do total de casos confirmados até o momento (1.074), mas ela muda de acordo com a faixa etária. O cálculo foi feito com base nos dados mais recentes da Secretaria Estadual de Saúde divulgados, na noite de ontem (3).

Na faixa de 30 a 39 anos, dos 209 casos confirmados, houve apenas uma morte, o que coloca a taxa de letalidade em 0,5%. Entre 40 e 49 anos, a taxa sobe para 1,4% (três mortes entre 214 casos). De 50 a 59 anos, a taxa mais do que dobra, para 3,3% (cinco mortes em 153 casos).

No grupo etário de risco, acima de 60 anos, a taxa dispara para 14,7%, ou seja 38 de 259 casos, o que significa que, a cada sete casos confirmados, um resulta em óbito.

Mas mesmo no grupo de risco, há diferenças. A taxa de letalidade é de 11,8%, ou 16 óbitos em meio a 135 casos, na faixa de 60 a 69 anos. Na faixa de 70 a 79, a taxa é de 12,6% (dez mortes entre 79 casos). E na faixa acima dos 80, a taxa sobe para 26,7% (12 óbitos em 45 casos).

A taxa de letalidade calculada usa como base apenas os casos confirmados de doença.

Os dados do estado mostram ainda que 60% das mortes tiveram homens como vítimas (28 das 47 mortes). O município com maior número de óbitos é a cidade do Rio (36). Volta Redonda teve duas mortes. Também foram registradas mortes com diagnóstico de Covid-19 confirmado Niterói, São Gonçalo, Petrópolis, Belford Roxo, Miguel Pereira, Rio Bonito, Rio das Ostras, São João de Meriti e Arraial do Cabo.

Cidade do Rio

Além de ter a maior parte das mortes, a cidade do Rio de Janeiro também concentra o maior número de casos (867). E ainda contabiliza outros 4.471 casos prováveis mas ainda não confirmados. A Barra da Tijuca está no topo do ranking de números de casos confirmados (97). Bairros da zona sul aparecem em seguida: Copacabana (63), Leblon (62), Ipanema (50) e Botafogo (39).

A rede municipal de saúde contabiliza 72 internações em seus hospitais, dos quais 22 estão em unidade de terapia intensiva (UTI). A taxa de letalidade do município é de 4,2%.

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Brasil

Sucesso de lançamento é histórico para o planeta, diz Marcos Pontes

Para ministro, Brasil tem bons cientistas e potencial para tecnologia

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O sucesso no lançamento da nave Crew Dragon, que decolou na tarde deste sábado (30) do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, rumo à Estação Espacial Internacional, é um momento histórico para o planeta, disse o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes. Segundo ele, a parceria entre a Nasa, agência espacial norte-americana, e a empresa privada Space X representa um marco na articulação entre os setores público e privado.

“Esse é um momento histórico para a astronáutica dos Estados Unidos e para o planeta como um todo. O retorno ao voo dos Estados Unidos com uma espaçonave tripulada. Muito trabalho dessa empresa, dos jovens engenheiros dessa empresa”, declarou o ministro, que acompanhou e comentou o lançamento em transmissão ao vivo no Facebook da Agência Brasil.

Segundo Marcos Pontes, o sucesso na parceria entre o setor público e privado pode ser repetido no Brasil, impulsionando o investimento em ciência, tecnologia e inovação. “A gente precisa ter aqui no Brasil empresas que se desenvolvam no setor e ter todo esse mercado funcionando. Todo nosso esforço no programa é para isso”, disse. “Temos cientistas muito bons no Brasil”, acrescentou.

Oportunidades
O ministro afirmou que, apesar de problemas de orçamento da pasta, o governo está disposto a investir em projetos para o setor espacial por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Na semana passada, o ministério começou a discutir com o CNPq uma linha específica de pesquisa para o setor espacial.

Pontes ressaltou que os investimentos em ciência geram um círculo virtuoso. “A gente tem problemas de orçamento? Temos, mas a própria utilização da tecnologia para inovações vai fazer com que o Brasil tenha, através desses investimentos, mais recursos. E mais recursos investidos em ciência e tecnologia significam mais desenvolvimento econômico, mais desenvolvimento social e mais oportunidades”, comentou.

O ministro destacou que o Brasil tem potencial para o desenvolvimento científico, por ter abundância de recursos naturais e cientistas de renome. “Para os jovens que estão assistindo, pensem em trabalhar com tecnologia, em ciências. Quantas oportunidades existem, e o Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, nós trabalhamos intensamente, com uma equipe enorme, justamente para dar oportunidades para vocês fazerem isso”, disse.

Impressões
Ao comentar o lançamento, Pontes declarou que duas evoluções tecnológicas o impressionaram. A primeira é o foguete propulsor, que retornou à Terra e pousou com sucesso 9min30s depois do lançamento e pode ser reutilizado em futuras missões. A segunda foi a modernidade da cápsula dos astronautas, com painéis touchscreen que dispensam botões.

“Olhem o painel dessa espaçonave. É uma coisa impressionante, muito futurístico para quem voou numa espaçonave antiga. Por um lado, é bacana ver toda essa parte da automação. Por outro, como piloto, a gente gosta de ter certos controles na mão”, declarou.

Pouco depois de a espaçonave atingir o espaço sideral, 3min15s após a decolagem, o ministro, o único brasileiro a ir ao espaço, destacou que dava para ver o formato do planeta. “A 120 quilômetros de altura, eles já estão tecnicamente do espaço. Dessa distância, dá para ver a curvatura da Terra”, ressaltou.

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Brasil

Economia brasileira recua 1,5% no primeiro trimestre

Resultado foi afetado pelo novo coronavírus e isolamento social

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O Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, teve queda de 1,5% no primeiro trimestre deste ano, na comparação com último trimestre de 2019.

Os dados foram divulgados hoje (29), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na comparação com o primeiro trimestre de 2019, o PIB caiu 0,3%. Em 12 meses, o PIB acumula alta de 0,9%.

A queda do primeiro trimestre em relação ao trimestre anterior foi o primeiro recuo do PIB neste tipo de comparação desde o último trimestre de 2018.

Segundo o IBGE, o PIB do primeiro trimestre foi afetado pela pandemia do novo coronavírus e por medidas de isolamento social, adotadas em vários pontos do país a partir de meados de março.

A retração foi puxada principalmente pelos serviços, que recuaram 1,6% na passagem do último trimestre de 2019 para o primeiro trimestre deste ano. Mas houve queda também de 1,4% na indústria. A agropecuária foi o único setor produtivo que cresceu (0,6%).

Sob a ótica da demanda, o consumo das famílias caiu 2%.

“Aconteceu no Brasil o mesmo que ocorreu em outros países afetados pela pandemia, que foi o recuo nos serviços direcionados às famílias devido ao fechamento dos estabelecimentos. Bens duráveis, veículos, vestuário, salões de beleza, academia, alojamento e alimentação sofreram bastante com o isolamento social”, disse a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis.

Também caíram as exportações (-0,9%). Ao mesmo tempo, cresceram o consumo do governo (0,2%) e a formação bruta de capital fixo, isto é, os investimentos (3,1%), além das importações (2,8%).

*Matéria alterada às 9h27 para acréscimo de informações

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Fux suspende autorização para academias reabrirem em dois estados

Reabertura não atende a interesse nacional, diz ministro do Supremo

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O vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux, suspendeu decisões que autorizavam o funcionamento de academias de esportes no estado de Goiás e no município de Osasco, em São Paulo. As decisões foram divulgadas pela assessoria da Corte.

Ao derrubar as decisões das justiças estaduais, Fux atendeu a pedidos dos ministérios públicos de Goiás e de São Paulo. Ambos argumentaram que a autorização para a reabertura de academias não teve base em elementos e dados científicos ou técnicos de órgãos e autoridades de saúde pública.

O ministro entendeu que a abertura das academias não atende a interesse nacional, “notadamente em tempos de pandemia e de grave crise sanitária como ora vivenciamos”.

Desse modo, Fux conclui que as orientações das autoridades locais devem prevalecer sobre o Decreto 10.344/2020, no qual o governo federal inseriu as academias entre os serviços essenciais e autorizou seu funcionamento em meio à pandemia da covid-19.

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