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Projeto Campo Sustentável inicia plantio de mudas em fazenda piloto

Integração lavoura-pecuária-floresta é a principal tônica do Projeto, que propicia a recuperação de áreas alteradas pelas atividades agropecuárias

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Plantio de mudas do Projeto Campo Sustentável na Fazenda Kehler realizado pela Semarh

O plantio de três mil mudas nativas do cerrado (caju, ipê e baru) está sendo realizado em 25 hectares de uma área degradada na Fazenda Agropecuária Kehler, no município de Brejinho de Nazaré, pelo Projeto Campo Sustentável, implantado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), com o objetivo de desenvolver a integração lavoura, pecuária e floresta. As mudas começaram a ser plantadas na segunda, 21, e o plantio segue até sexta-feira, 25.

                     Projeto Campo Sustentável é realizado pela Semarh

A integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) é a principal tônica do Projeto Campo Sustentável, que propicia a recuperação de áreas alteradas pelas atividades agropecuárias, como lavoura para pastagem da gado ou plantações de grãos. O projeto tem como objetivo implementar 50 hectares de ILPF em duas propriedades rurais selecionadas. Esta primeira etapa acontece na Fazenda Agropecuária Kehler, como projeto piloto, e a segunda fase será realizada em propriedade que já sendo selecionada.

     Equipe da Semarh em visita técnica da Fazenda Agropecuária Kehler para implantação do Projeto Sustentável

O secretário da Semarh, Leonardo Cintra, pontua que o Projeto Campo Sustentável auxilia na recuperação de nascentes, acúmulo de carbono e recuperação do solo, por meio do plantio de espécies nativas do cerrado. “O Tocantins se destaca por sua produção agropecuária e temos que trabalhar para que essas atividades impactem o menos possível o meio ambiente. A ação que o Governo do Tocantins apresenta é para reduzir os impactos ambientais, com a eficiência dos recursos, como terra e insumos, melhoria na qualidade de solo e água e redução de uso de agrotóxicos”, afirmou Cintra.

               Cerca de três mil mudas nativas do cerrado serão plantadas em 25 hectares de área degradada

A gestora da Fazenda Kehler e veterinária, Aline Kehler, defende que é possível sim desenvolver a pecuária em harmonia com a sustentabilidade. “Fui criada aqui na fazenda, sendo pecuária convencional, mas a preocupação com o meio ambiente surgiu quando estava fazendo doutorado na Alemanha e recebi um vídeo que apresentava a união da criação do gado com a recuperação ambiental. Isso era uma novidade para mim. Eu achei fantástica a ideia, então abandonei o doutorado e voltei para implantar as técnicas aqui há cinco anos”, disse. Desenvolver o Projeto Campo Sustentável, de acordo com Aline, vai ao encontro com as diretrizes adotadas na fazenda. “Temos de ser vanguardistas, abertos às novidades. E agora estamos trabalhando com algo diferente e que ainda não tínhamos realizado até então. E o projeto traz muito benefícios, pois pegamos uma área que estava um pouco mais degradada e vamos recuperar e contribuir com o meio ambiente”, afirmou.

Campo Sustentável

Elaborado para garantir a redução do desmatamento aliado ao desenvolvimento das cadeias produtivas sustentáveis, o projeto está dentro dos eixos trabalhados para a efetivação, no Tocantins, do Programa Jurisdicional de Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação (REDD+), que visa assegurar e subsidiar programas de economia de baixo carbono, que diminuem as pressões de desmatamento e degradação e beneficiam as comunidades locais, considerando sempre as salvaguardas socioambientais.

Parceiros

A Semarh é a gestora do projeto, como captadora do recurso junto ao GCF (sigla em inglês para a Força Tarefa dos Governadores para o Clima e Florestas), um valor aproximado de U$ 372 mil (cerca de R$ 1,4 milhão de reais). O Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam) é o gestor financeiro, conforme determina o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) – órgão vinculado à Organização das Nações Unidas (ONU) selecionado para intermediar o repasse dos recursos aos estados por meio de instituições parceiras. As outras instituições envolvidas são o Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins), que auxiliou na seleção da propriedade rural piloto, e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), com amplo suporte técnico.

 

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Governo do Estado realiza 10 consultas públicas para formatar PPA 2020-2023

Primeira consulta ocorre no dia 30, em Gurupi; objetivos são estimular a participação do cidadão e definir prioridades para os próximos quatro anos

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Primeira consulta pública está marcada para o próximo dia 30, em Gurupi, no Centro de Ensino Médio Bom Jesus, das 8 às 18 horas

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Fazenda e Planejamento, vai realizar 10 consultas públicas para definir, junto com a sociedade, as ações que irão integrar o Plano Plurianual (PPA) 2020-2023, para os próximos quatro anos. As consultas objetivam estimular a participação do cidadão na elaboração do PPA 2020-2023 – o Tocantins que desejamos – e vão acontecer nas regionais de Gurupi, Taguatinga, Natividade, Bico do Papagaio, Araguaína, Colinas, Guaraí, Pedro Afonso, Paraíso, Ponte Alta do Tocantins e Palmas. Assim, a população dos 139 municípios do Estado será ouvida como forma de aprimorar e qualificar a gestão pública.

O Plano Plurianual é um instrumento de planejamento de médio prazo, previsto na constituição, que estabelece de forma regionalizada, diretrizes, objetivos e metas da administração pública estadual para as despesas de capital, custeio e outras dela decorrentes aos programas de duração continuada para o desenvolvimento do Estado (art. 80 da Constituição estadual). Ou seja, o PPA é o documento que define as prioridades do Governo para o período de quatro anos, podendo ser revisado a cada ano. Nele, consta o planejamento de como serão executadas as políticas públicas para alcançar os resultados esperados ao bem-estar da população nas diversas áreas.

Já a consulta pública é a forma de participação da sociedade na gestão da administração pública desde o planejamento das ações. É onde o cidadão vai ser ouvido sobre como e onde deseja que o dinheiro público seja investido.

A primeira consulta pública está marcada para o próximo dia 30, em Gurupi, no Centro de Ensino Médio Bom Jesus, das 8 às 18 horas.

Trinta e quatro técnicos das diversas secretarias e órgãos do Governo vão orientar os participantes sobre a formatação dos desafios que devem ser superados no Tocantins nos próximos quatro anos, observando seis eixos temáticos da gestão: saúde; segurança, assistência social e direitos humanos; gestão pública, participação social e diálogo federativo; estrutura produtiva e sustentabilidade ambiental; educação e ciência, tecnologia e inovação; e infraestrutura, desenvolvimento regional e redes de cidades.

 

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Tocantins moderniza monitoramento do nível dos rios com novos radares

Equipamentos serão integrados ao sistema já utilizado pelo Estado em pontos das bacias dos rios Lontra, Manoel Alves e Formoso

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Novos radares serão instalados na bacia do rio Formoso visando modernizar o monitoramento

O monitoramento do nível dos rios do Tocantins ganhou reforço com a chegada de dois equipamentos de última tecnologia ao Estado. Tratam-se dos sensores do tipo radar, que utilizam o sistema doppler para medir o nível de água dos corpos hídricos. Os dois sensores foram cedidos pela Agência Nacional de Águas (ANA) à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) e complementam o trabalho de monitoramento hidrometeorológico realizado pelo Tocantins.

Os equipamentos serão integrados ao sistema já utilizado pelo Estado, que possuía outros três radares desta natureza instalados em pontos das bacias dos rios Lontra, Manoel Alves e Formoso. A vantagem deste sistema, segundo o diretor de Planejamento e Gestão de Recursos Hídricos da Semarh, Aldo Azevedo, é que diferente dos sensores usuais que ficam submersos, os radares tipo doppler são instalados externamente, ficando menos suscetíveis a problemas técnicos. Ele explica ainda que o equipamento tem alto custo, cerca de R$ 30 mil cada, o que faz com que sua utilização seja pouco acessível.

Técnicos recebem os novos equipamentos em encontro promovido pela Agência Nacional de Águas

Com o objetivo de modernizar o monitoramento, os radares serão instalados também na bacia do Rio Formoso, onde há sete Plataformas de Coleta de Dados (PCDs). “Todas as estações da bacia do Formoso devem receber esses sensores gradativamente, para dar uma maior segurança ao monitoramento do nível deste que é o maior polo de irrigação do Tocantins”, pontua Aldo Azevedo.

Monitoramento Hidrometeorológico

O Tocantins tem atualmente 45 Plataformas de Coleta de Dados (PCDs) espalhadas pelas suas principais bacias hidrográficas. A coleta precisa de informações auxilia a monitorar o nível dos corpos hídricos (informações fundamentais em épocas de estiagem) e no planejamento de ações para assegurar a manutenção da água em quantidade e qualidade para seus diversos usos.

Estações modernas alimentadas por meio de placas de energia solar, as PCDs transmitem dados, via satélite, para a Sala de Situação, localizada na Semarh, que os divulga em forma de um boletim diário publicado no site da secretaria, além de enviar simultaneamente para a ANA.

 

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Saúde divulga informações sobre contaminação por agrotóxicos

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Dados do Ministério da Saúde, mostram que em 2017 o Tocantins foi o Estado brasileiro com o maior coeficiente de incidência de intoxicação

A Diretoria de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador, da Secretaria de Estado da Saúde (SES), promoveu na última terça, 16, a divulgação do Cartaz clínico de informações médicas de urgências nas intoxicações por agrotóxicos e da Cartilha para os Agentes Comunitários de Saúde na prevenção das intoxicações por agrotóxicos.

A ação aconteceu durante o encontro estadual do Programa Mais Médicos, realizado no auditório do CUICA na Universidade Federal do Tocantins (UFT) com a presença de gestores municipais e secretários municipal e estadual de Saúde dos 139 municípios tocantinenses.

Segundo a titular da Gerência de Saúde do Trabalhador (GST/CEREST), Magna Leite, “o objetivo da ação foi despertar o olhar clínico dos profissionais da Saúde quanto a importância do diagnostico e identificação precoce dos agravos e doenças relacionadas a exposição humana aos agrotóxicos e também o incentivo pela multiplicação das informações ali adquiridas”, disse.

Dados do Ministério da Saúde, mostram que em 2017 o Tocantins foi o Estado brasileiro com o maior coeficiente de incidência de intoxicação exógena relacionada ao trabalho, com coeficiente 22.7, acima da média nacional de 7.

Em todo o Estado, de acordo com dados da GST/CEREST em 2018, foram registrados 228 casos de trabalhadores agropecuários com contaminação por agrotóxicos, de 2008 a 2018. Os dados também mostram que trabalhadores em funções como empregadas domésticas e agentes de saúde, entre outros, também são atingidos.

Ainda segundo Magna “é importante observar que os dados acima só refletem dados de trabalhadores. Além disso temos contaminação por ingestão de alimentos, água e até mesmo respirar o ar contaminado. De forma geral, tivemos no Tocantins, de 2014 a 2018, 2.301 casos de contaminação por agrotóxicos”, destacou.

Para conscientizar a população e mobilizar os entes competentes, a GST/CEREST tem realizado produção de dados de intoxicação; produção de análises de intoxicação por agrotóxicos; pesquisas sobre o tema em parceria com instituições públicas; ações de Vigilância em Saúde do Trabalhador (inspeções) focada na exposição ao risco de intoxicação por agrotóxico  de trabalhadores e população exposta; ações intrassetoriais e intersetoriais (sindicatos, Federação Agricultura do Estado do Tocantins (FETAET), Conselhos municipais e Estadual de saúde, Secretarias), em vários empreendimentos do agronegócio; capacitações relacionadas ao tema (cursos e oficinas); fomento da rede de atenção no Sistema Único de Saúde (SUS) e, realizando pesquisa no serviço (quatro pesquisas de mestrados realizados  na DVAST voltados para o risco da exposição a agrotóxicos dos trabalhadores rurais do Tocantins).

 

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