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Polícia

Polícia Civil conclui inquérito sobre ameaças sofridas por adolescentes através da internet

Autores também eram adolescentes e cometiam os crimes em redes sociais motivados por simples diversão

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A Polícia Civil do Tocantins, por intermédio da Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC), conclui, nesta segunda-feira (11), as investigações referentes a ameaças sofridas por estudantes de Palmas, através de um perfil falso em redes sociais.

Conforme a delegada Milena Lima, titular da DRCC e responsável pelo caso, as investigações da equipe da unidade especializada apontaram que as vítimas, todas na faixa de 14 anos de idade, eram abordadas por meio de redes sociais e constrangidas a produzir áudios se desculpando por condutas não praticadas, sob a ameaça de que seriam mortas.

Ainda no decorrer dos trabalhos investigativos, a equipe da DRCC teve acesso ao teor das conversas trocadas, em mais de uma ocasião, entre os autores e as vítimas, com relatos de ameaças, como nos seguintes trechos: “Amanhã tu vai me conhecer com oitão na cara […]. Tô ligado onde tu estuda e mora. Vou estourar essa sua cabeça na bala […]”.

Em outro trecho, os autores continuam com as ameaças no intuito de fazer com que a vítima faça um áudio se desculpando: “Vai lá mlkin, teu último dia hoje. Mas vc tem uma chance de se redimir com família comando ainda. Vc quer vais uma chance de viver? Vc manda um áudio pedindo desculpa pra nós aqui da facção daí nós te libera. Ta de boa assim parcero?”.

A situação gerou uma sensação de pânico e humilhação no meio estudantil e familiar. Ainda de acordo com a delegada, os trabalhos investigativos começaram no final do ano de 2017. Diversas pessoas foram ouvidas, inclusive as que emprestaram suas senhas de wi fi, sem saber que a conexão de internet seria utilizada para as realizações das ameaças.

O caso foi elucidado, sendo que os policiais civis constataram que as condutas foram praticadas por outros adolescentes com o objetivo de se divertirem. Os investigados responderão pelos atos infracionais praticados perante o Juizado Especial da Infância e do Adolescente, conforme determina a legislação vigente.

A delegada de Polícia Civil, Milena Lima, alerta para os riscos do compartilhamento da senha de wi fi com terceiros e de aceitar convites de amizade de pessoas desconhecidas.

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Polícia

Polícia prende homem acusado de receptação de veículo furtado em Gurupi

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Na noite desta última sexta-feira, 15, o 4º Batalhão prendeu um homem, 38 anos, acusado de receptação de veículo furtado. Com o autor a PM encontrou 01 motocicleta Honda POP C100, cor vermelha, placa QKD – 4259 de Gurupi – TO com registro de furto.

A prisão aconteceu na rua 31 de março no Jardim Medeiros, região norte de Gurupi – TO. Na ocasião, uma equipe da Força Tática da Unidade patrulhava o bairro quando se deparou com o homem conduzindo a motocicleta, cujas características se assemelhavam a outra que havia sido furtada na manhã do mesmo dia.

Durante a abordagem os policiais verificação que o autor não portava o Certificado de Registro e Licenciamento Veicular – CRLV, nem tampouco a chave da moto. Constataram ainda, a existência de registro de furto da motocicleta.

Ao ser questionado, o homem alegou que havia adquirido o veículo pelo valor de R$ 500,00 reais, tendo comprado de uma pessoa não identificada e que também não precisava de chave para acionar a sua partida.

Ante aos fatos, o autor recebeu voz de prisão em flagrante e em seguida foi conduzido e apresentado juntamente com o produto do furto e apresentado na Delegacia Central de Flagrantes para as devidas providências.

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Polícia

Com auxílio de cães, Polícia localiza drogas e detém mulher em Gurupi

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Droga apreendida em residência de Gurupi

No setor Jardim dos Buritis, em Gurupi, uma mulher, 18 anos, foi presa na casa dela com um quilo de maconha e 12 gramas de crack. Além da droga foi encontrada uma balança de precisão, rolo de embalagem plástica e dinheiro. A suspeita é que o local era usado para o tráfico de entorpecentes. A prisão foi realizada por equipes do 4º Batalhão de Polícia Militar, na tarde da última sexta-feira, 15.

Os militares conseguiram localizar a residência após denúncias anônimas. A moradora tentou enganar a polícia ao afirmar que no interior da casa não havia objetos ilícitos, porém durante as buscas, com auxílio de cães farejadores, foi constatado que a mulher mentiu. Uma parte da droga e a balança de precisão estavam dentro de um quarto, embaixo da cama e a outra parte num banheiro em obras.

A envolvida foi encaminhada à Central de Flagrantes juntamente com uma menor, 16 anos, que estava no local no momento da revista. A adolescente informou que não morava com a proprietária da casa e reside no setor João Lisboa.

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Estado

Maioria dos crimes relacionados a tráfico de drogas e feminicídios ocorreram em Palmas, Araguaína e Gurupi

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Estatísticas da Secretaria de Segurança Pública (SSP) demonstram que no ano passado, somente até o mês de junho, 469 pessoas foram assassinadas no Tocantins. Já em todo o ano de 2017, 958 homicídios foram registrados. A maioria dos casos ocorreu em Palmas (224), seguido de Araguaína (169) e Gurupi (116). Conforme o Sindicato dos Peritos Oficiais do Estado do Tocantins (Sindiperito), a maioria desses crimes está relacionada ao tráfico de drogas, seguido por disputas entre facções rivais, violência doméstica, crimes passionais e feminicídios.

O aumento da criminalidade no Tocantins preocupa e o trabalho dos profissionais da perícia é fundamental no combate ao crime, pois, somente com uma análise pormenorizada das evidências é possível chegar aos culpados, puni-los e coibir que novos casos ocorram.

De acordo com o vice-presidente do Sindiperito, Silvio Jaca, as perícias realizadas pelos profissionais apontam que quase todos esses casos foram praticados com arma de fogo ou arma branca (faca). Ele ainda destaca que o trabalho para identificar a causa dos crimes é minucioso e o levantamento pode durar entre 1 hora até um dia inteiro. “Não temos como precisar um tempo exato para realizar essas perícias cada caso é diferente. A elaboração do laudo pericial, que é feito somente depois do levantamento de local de crime, pode demorar de 20 horas até vários dias dependendo da complexidade, então é incerto”, observa.

Porém, o perito menciona que todas essas ocorrências foram periciadas por um setor que conta com profissionais especializados que fazem toda a análise dos vestígios com o objetivo de agilizar a entrega dos laudos. “No local a perícia faz todo levantamento com tomadas de medidas, registro fotográfico, descrições, localização no espaço, busca de vestígios, indícios e evidências que porventura existam no lugar, que tenham relação com o fato”, relata.

Após o exame, o representante da perícia diz que é efetuada a confecção do laudo pericial, que oferece a materialização do crime. “Essa é uma peça fundamental para auxiliar a justiça na persecução penal no processo judicial. Isso para que a sociedade tenha o mais rápido possível as respostas sobre determinado crime e que vai oferecer suporte ás investigações e dar aos envolvidos um julgamento mais justo e com mais evidências para fortalecer a convicção do juíz”, finaliza.

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