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Política

Perfil do eleitorado: Tocantins tem mais de 1 milhão de eleitores

Mulheres são maioria do eleitorado no estado, com 51% do total de votantes

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Em 2020 mais de um milhão de eleitores do Tocantins vão às urnas para escolherem vereadores e prefeitos. Um eleitorado diversificado, que chega às eleições municipais com um nível de escolaridade maior do que o registrado no pleito de 2016; e que tem maioria de votantes do sexo feminino (51%).

A capital Palmas mantém o maior colégio eleitoral do estado, com aproximadamente 179 mil pessoas aptas a votar. Araguaína vem em seguida, com 104 mil eleitores; e Gurupi, com 54 mil votantes. Em quarto lugar, Porto Nacional aparece com um eleitorado de 39 mil cidadãos.

O estado está dividido em 33 zonas eleitorais, sendo que as eleições municipais contarão com 875 locais de votação e 4.179 seções eleitorais nas 139 cidades tocantinenses.

Para a jurista Ângela Issa Haonat, mestre em Direito do Estado e membro da Corte Eleitoral, o cidadão do Tocantins está cada vez mais consciente do seu papel como eleitor e alerto sobre a importância de escolher bem que irá representá-lo por quatro anos. “É necessário conhecer o programa do candidato e analisar se as propostas são compatíveis com as agendas necessárias na implantação das políticas públicas para os municípios”, ressaltou. “E é fundamental que todos participem, mudando assim os rumos para uma melhor realidade no âmbito econômico, social e político do nosso Estado”, complementou a juíza.

Mulheres

Vilma Barbosa tem 55 anos e é uma das 513,2 mil eleitoras tocantinenses. Servidora pública há mais de 30 anos, para ela a participação da mulher no processo político é de fundamental importância. “Em casa somos muito críticos e precisamos trazer essa crítica para o lado de fora e participar ativamente desse processo ao escolher alguém que de fato nos represente” afirmou.

Incentivar a participação feminina na política é um dos objetivos do Programa +Mulher +Democracia, desenvolvido de forma permanente pela Justiça Eleitoral do Tocantins. Com foco na educação política da sociedade, o objetivo da ação é promover o debate e a conscientização da importância da presença ativa da mulher no processo político e nos espaços de poder. Conforme destaca a coordenadora do projeto, juíza Ângela Issa Haonat, as mulheres representam 51% do eleitorado do Tocantins e têm em suas mãos o poder para direcionar os rumos do Estado. “Isso acontece à medida em que se escolhem pessoas que possam realmente melhorar nossa realidade econômica e social. Deixo o meu recado especial para as mulheres: podemos mudar o atual direcionamento e fazer valer nossa maioria enquanto eleitoras no Estado”, disse.

Jovem Eleitor

Outro importante perfil do eleitorado tocantinense é o do jovem eleitor. Na faixa etária dos 16 aos 20 anos eles somam um total de 80,5 mil votantes (9% do total apto a votar). Para esse público crescente, o alistamento eleitoral é o primeiro passo para, de fato, exercer a democracia.

Foi o que fez Luis Kelves, 19 anos, estudante do curso de Engenharia Civil e que vai votar pela primeira vez. Para ele, a participação dos jovens no processo político eleitoral é de suma importância. “Primeiro porque todas as decisões que impactam diretamente a sociedade passam pelas mãos dos políticos e nós, os jovens, precisamos buscar o nosso espaço para que tenhamos políticas públicas voltadas para nossa faixa etária. Temos visto muitas promessas que não são cumpridas, espero que neste ano possamos escolher bons candidatos e o jovem precisa votar para que as coisas melhorem”, afirmou.

Experiência

Do outro lado da balança estão os eleitores na faixa etária do aposentado Edval Limeira, de 73 anos. O Tocantins conta com 49 mil eleitores com idade entre 70 e 79 anos. Grupo comprometido com a democracia e que é sempre o primeiro a chegar nos locais de votação no dia da eleição.

Seo Edval já acompanhou a transição de vários cenários da política no Brasil, da ditadura militar até a criação do Estado do Tocantins. Bancário aposentado, aluno de Mestrado em Educação e voluntário da Universidade da Maturidade, ele conta que ajudou a colher as assinaturas para a consulta pública que daria início à emenda parlamentar que criaria o Tocantins. Apaixonado pela vida e por política, o eleitor da melhor idade dá o seu recado. “Acredito que a participação na política deve começar desde a infância, para que tenhamos jovens que saibam lutar pelos seus direitos, pois os gestores públicos, através da sua visão administrativa empreendedora e, poderão mudar o cenário das nossas cidades. Aquele administrador que quer fazer algo sério e melhorar sua comunidade tem uma oportunidade de ouro de deixar o seu nome e ser referência na sua região”, avaliou.

Escolaridade:

Analisando o perfil do eleitorado tocantinense de 2020, em relação ao de 2016, percebe-se um aumento no grau de escolaridade do eleitor, com queda na quantidade de analfabetos e crescimento no número de pessoas com ao menos o ensino médio completo.

Em janeiro de 2016, 8% do total de eleitores era de analfabetos. Em 2020 o índice caiu para 6%, somando 62.403 pessoas.

Já o percentual de eleitores com ensino médio completo ou nível superior (iniciado ou completo) passou de 33% em 2016 para 44% este ano, totalizando 439.212 cidadãos.

Prazo

De acordo com o calendário eleitoral de 2020, dia 6 de maio encerra o prazo para o alistamento ou revisão eleitoral. Último dia também para os eleitores com deficiência solicitarem transferência para uma sessão acessível, caso necessário. Quem perder o prazo não poderá votar nas eleições de outubro.

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Política

Podemos apresentará Barbiero como pré-candidato a prefeito de Palmas no dia 20

Evento contará com a presença da presidente Nacional do Podemos, Renata Abreu, do líder do partido no Senado, Álvaro Dias, do presidente da sigla no Tocantins, o prefeito de Araguaína Ronaldo Dimas

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O Podemos fará um grande ato de apresentação da pré-candidatura a prefeito de Palmas de Alan Barbiero, no próximo dia 20, durante o 1° Encontro Estadual do partido. O evento será realizado no auditório da Assembleia Legislativa, na Capital, às 13 horas, e contará com a presença da presidente Nacional do Podemos, Renata Abreu, do líder do partido no Senado, Álvaro Dias, do presidente da sigla no Tocantins, o prefeito de Araguaína Ronaldo Dimas, de lideranças políticas de Palmas e do Estado e da população da Capital.

“Vamos apresentar um projeto para a mais nova Capital do Brasil em que as pessoas sejam as protagonistas. A proposta é construirmos o futuro de Palmas com a participação direta da população. Por isso, a nossa pré-candidatura nasce com um objetivo bem definido que é fazer uma aliança com as pessoas, ouvindo quem mora e vive a cidade no seu dia a dia, elaborando uma proposta para a Capital que tenha a cara da nossa cidade”, afirmou Alan Barbiero.

No evento de apresentação da pré-candidatura de Alan Barbiero a prefeito de Palmas pelo Podemos, será lançado também o projeto “Ouvindo nossa cidade”. Idealizado pelo partido e por Alan, o projeto percorrerá todas as regiões de Palmas conversando com a população, ouvindo das pessoas quais são os problemas, as dificuldades e as sugestões para melhorar nossa cidade. Essas informações darão sustentação ao Plano de Governo que será proposto por Alan Barbiero para a cidade.

“Só quem vive Palmas no seu dia a dia sabe de fato quais são seus problemas e o que precisa ser feito para termos uma cidade melhor. E isso nós vamos fazer. Vamos percorrer todos os cantos da cidade para ouvir as pessoas para juntos construirmos um projeto para o futuro de Palmas”, reforçou Alan.

A pré-candidatura de Alan a prefeito da Capital tem o apoio e o incentivo do prefeito de Araguaína e presidente do Podemos no Tocantins, Ronaldo Dimas. Na cerimônia de filiação de Alan ao Podemos, no final de janeiro, Dimas reforçou a competência e o preparo de Alan e adiantou a intenção de tê-lo como pré-candidato a prefeito de Palmas. “Por onde passa Alan deixa, além de grandes realizações, amigos e admiradores. Difícil achar pessoa tão comprometida com o nosso Tocantins. Temos convicção que os cidadãos e cidadãs palmenses estarão juntos conosco nesta eleição porque Alan tem tudo para ser o melhor prefeito da história de Palmas”, afirmou Dimas.

Trajetória

A história de Alan com a cidade de Palmas e com o Tocantins é longa. Viveu a infância em Gurupi. Cursou universidade em Goiânia, onde se formou engenheiro agrônomo. Com muito esforço conseguiu fazer mestrado e doutorado no exterior, voltando para Gurupi para trabalhar. Em 1993 se mudou para Palmas. Foi o primeiro reitor da Universidade Federal do Tocantins, onde desenvolveu uma das trajetórias mais bonitas para a instituição, implantando a UFT em sete cidades e estruturando a universidade para ter a representatividade social e acadêmica que possui hoje para o Estado. Ainda foi secretário de Meio Ambiente do Tocantins e Secretário de Planejamento de Palmas, implantando projetos importantes para a preservação do meio ambiente do Estado e desenvolvendo ações que modernizaram a gestão de Palmas. Hoje é engenheiro, professor e empresário, construindo uma trajetória de bons resultados.

T1 Notícias

 

 

 

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Política

Posse de Andrino no comando do PSB de Palmas traz presidente nacional do partido

O presidente do diretório nacional do PSB, Carlos Siqueira, está em Palmas nesta quinta-feira, 13, para a posse da nova direção do partido na Capital, que ficará sob o comando de Tiago Andrino.

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O presidente do diretório nacional do PSB, João Carlos Siqueira, está em Palmas nesta quinta-feira, 13, para a solenidade de posse da nova direção do partido na Capital, que ficará sob o comando do pré-candidato da legenda à prefeitura do município, vereador Tiago Andrino.

O evento está previsto para às 18h30, no auditório da Assembleia Legislativa.  Na sexta, Carlos Siqueira participa da inauguração da #Casa40, às 7h40. “É um momento muito importante, onde o PSB se reorganiza, convida muitos quadros, pessoas que pela primeira vez estão entrando na política, formando u grande time, com propósito, com uma missão, com os mesmos ideais, para que Palmas volte a sorrir em 2020”, afirmou Andrino.

A dissolução do diretório metropolitano do PSB decorreu da saída do ex-reitor da UFT Alan Barbiero do partido, para se filiar no  Podemos. Andrino, que era secretário-geral do diretório estadual, deixa a função para comandar a legenda na Capital e, com isso, fortalecer a sua pré-candidatura a prefeito da cidade.

Andrino esteve Brasília na quarta, 12, e retornou nesta quinta a Palmas. Ele foi à capital federal fazer alguns acertos com a direção nacional do partido e tomar ciência das diretrizes da legenda para a disputa eleitoral nas capitais brasileiras.

Amastha

O presidente do PSB Tocantins, Carlos Amastha, destacou que o partido vive um grande momento e agora, mais experiente, constrói um futuro ainda mais sólido e promissor.   “A gente brinca com esse slogan de que Palmas vai voltar a sorrir porque o sentimento do PSB de Palmas é exatamente esse. A gente sente uma leveza tanto de propostas, a pré-candidatura do Tiago, a procura de setores da sociedade civil organizada para participar das pré candidaturas de vereador, é perceptível que vivemos um grande momento em que podemos corrigir os erros do passado e podemos continuar sonhando”, afirmou.

O ex-prefeito da Capital destacou ainda a experiência e as características de Andrino, reforçando as razões pelas quais ele é o pré-candidato do partido ao Paço Municipal e assume o comando do PSB em Palmas. “Agora precisamos de alguém competente e comprometido para realizar. E sem lugar à dúvida o Tiago que representa integralmente esse sentimento. Alguém que me trouxe para política, que está com a gente desde a coordenação da campanha de 2012, depois como secretário de governo, o secretário mais importante da gestão, porque era quem organizava todos os orçamentos de todos os projetos de todas as pastas que supervisionava tudo que acontecia na cidade que sem lugar à dúvida é a melhor pessoa para representar esse grupo nesse desafio dessa retomada e de fazer Palmas voltar a sorrir”, destacou.

Amastha afirmou, por fim, que o grupo trabalha desde 2012 com o objetivo de fazer de Palmas a melhor cidade do mundo pra se viver, e embora tenham avançado muito, esse sonho foi “congelado”. Para o ex-gestor esse é um momento de inspiração para buscar a continuidade do trabalho de sucesso e resultado que foi iniciado, visando o bem estar do cidadão ao transformar Palmas na cidade da melhor saúde, melhor educação, dos grandes eventos e desenvolvida social e economicamente.

T1 Notícias

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Política

MP da regularização fundiária expõe divergências entre ambientalistas e ruralistas

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Uma audiência pública da comissão mista que analisa a Medida Provisória 910/2019, sobre regularização fundiária, expôs divergências entre ambientalistas e ruralistas, nesta quarta-feira (12). De um lado, ambientalistas temem que a norma incentive o desmatamento; de outro, ruralistas defendem a regularização de propriedades rurais, especialmente as pequenas.

Pesquisadora do Imazon, o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia, Brenda Brito avalia que a medida provisória dispensa a vistoria para a titulação de terra em áreas de conflito. Ela acredita que a proposta incentiva o desmatamento para a posterior regularização fundiária.

— A sociedade brasileira deve perdoar aqueles que invadiram suas terras entre o final de 2011 e o final de 2018? Porque é essa uma das grandes mudanças que a medida provisória está trazendo, sendo que, no caso da Amazônia, todos nós sabemos que essa ocupação está associada ao desmatamento ilegal — questionou.

Brenda Brito também criticou a extensão do prazo de cobrança daqueles que já receberam o título de suas propriedades, mas estão inadimplentes.

— A medida provisória também traz uma regra mais frouxa de cobrança para médios e grandes imóveis de até 2,5 mil hectares — alertou.

O secretário especial de Assuntos Fundiários do Ministério da Agricultura, Nabhan Garcia, rebateu as críticas de ambientalistas.

— Essa regularização fundiária, ao contrário do que foi dito aqui, respeita, sim, as unidades de conservação, as terras indígenas e as terras quilombolas, que estão preservadas. Faz-se a regularização fundiária, como acontece no mundo inteiro, em terras públicas que estão ocupadas. Esse governo não está aqui para dar alvará de impunidade para ninguém — esclareceu.

Código Florestal
A secretária executiva do Observatório do Código Florestal, Roberta del Giudice, lembrou que a regularização fundiária já está regulamentada por outras leis e afirmou que a MP é desnecessária, além de incentivar a grilagem e o desmatamento ilegal, entre outros problemas.

— Ninguém é contra a regularização fundiária, mas essa medida provisória é completamente desnecessária. O que falta é trabalho e foco. Já foram feitas outras leis, elas estão vigorando e, com base nelas, é possível se fazer a regularização fundiária.

Roberta Del Giudice também reclamou de algumas das 542 emendas à medida provisória que, segundo ela, seriam “jabutis” para tentar alterar o Código Florestal sem maiores debates.

Propriedades agrícolas
Já o coordenador da Frente Parlamentar da Agropecuária, deputado Alceu Moreira (MDB-RS), afirmou que cerca de 700 mil famílias vivem sem a escritura pública de seus imóveis. Segundo Moreira, a medida provisória poderá aumentar a produção agrícola em 15%, além de facilitar o combate ao desmatamento.

— Se a qualquer tempo houver, por exemplo, desmatamento ilegal, basta dizer onde está a propriedade e nós poderemos visualizá-la imediatamente. Então, a fiscalização do Estado fica muito mais eficiente. Neste caso, a regularização fundiária dá para a pessoa o princípio do zelo pelo dever de propriedade.

Consenso
Apesar das divergências em torno do tema, o relator da MP, senador Irajá (PSD-TO), se diz otimista quanto a um texto que concilie os interesses ambientais e da produção agropecuária.

— Em que pese já existirem legislações, nunca é tarde para que a gente possa aperfeiçoar o que já existe — salientou.

Ele pretende pacificar interesses em seu parecer ao propor uma alternativa “compatível com a realidade brasileira”.

— Ninguém aqui tem compromisso em contemplar ou beneficiar criminoso ou aquele que objetiva algum tipo de anistia. A gente tem a obrigação de tentar formatar um marco regulatório que seja compatível com a necessidade de milhões de brasileiros que esperam por essa titulação — ponderou.

O presidente do Instituto de Terras do Pará (Iterpa), Bruno Kono, afirmou que a falta efetiva de regularização fundiária leva a um cenário de “anonimato fundiário, grilagem, insegurança jurídica, instabilidade social e impossibilidade de créditos para produção sustentável”.

Kono também se queixou de deficit de servidores públicos e de equipamentos para os processos de regularização. Outro problema prático, segundo ele, é que 70% das terras do Pará, por exemplo, são de jurisdição federal e há sobreposição com terras estaduais em várias áreas.

Fonte: Agência Senado

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