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Estado

Parceria reforça fiscalização de incêndios no Estado

Monitoramento visa identificar áreas com cicatrizes de queimadas e assim prevenir novos focos de incêndios

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O Centro é uma parceria firmada entre a Semarh e a Universidade Federal do Tocantins (UFT), campus de Gurupi

Com o objetivo de realizar o acompanhamento de áreas queimadas no Estado do Tocantins e adotar medidas de prevenção e combate a incêndios, a Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) trabalha em parceria com o Centro de Monitoramento Ambiental e Manejo do Fogo (Cemaf).

A identificação de áreas de rodovias que apresentaram frequência de queimadas nas regiões Norte, Sul e Centro do Estado nos últimos 5 anos foi realizada recentemente pelo Cemaf. Até o momento já foi possível identificar aproximadamente 2 mil propriedades que tiveram cicatrizes de queimadas nos municípios do Estado.

Com base nessas informações a Semarh vai atuar de forma mais precisa promovendo a queima controlado de uma faixa de terra em volta de uma unidade de conservação (aceiro negro) a fim de evitar novos focos de incêndios no local. Os dados obtidos anteriormente referente a cicatrizes de queimadas serão cruzados com os dados do Cadastro Ambiental Rural (CAR) fornecidos pela secretaria para identificação do proprietário da área rural.

Por meio do acordo de cooperação técnica, a Semarh pode trabalhar nas áreas de maior incidência a fim de promover a diminuição das queimadas no Estado do Tocantins. O órgão também vai auxiliar na execução prática do trabalho fornecendo suporte com equipamentos, veículos e colaboradores.

O secretário do Meio Ambiente, Renato Jayme destacou a importância dessa parceria entre as instituições. “O objetivo é um só, reduzir os índices de queimadas no nosso Estado. Através dessa parceria entre a Semarh e o Cemaf vamos ter a possibilidade de fornecer as informações necessárias através do CAR para a viabilidade dos trabalhos de identificação das áreas e prevenção dos incêndios”.

As checagens de informações também contarão com as análises feitas junto ao Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) sobre a permissão das queimadas através do Manejo Integrado do Fogo (MIF). Caso o proprietário não tenha a autorização fornecida pelo órgão responsável, será emitida uma notificação para o dono da área onde a queimada foi identificada. Nos casos reincidentes que forem identificados serão emitidas novas notificações ou analisadas as aplicações de multas.

Segundo supervisor administrativo da Semarh, Luis Paulo “o monitoramento vai auxiliar os trabalhos de prevenção nas zonas mais críticas onde mais queimam, e com isso buscaremos reduzir ao máximo as queimadas aqui no estado”.

Outro mecanismo que será utilizado para orientar a população sobre as queimadas são os boletins diários. Eles irão mostrar as variáveis de umidade, velocidade do vento e dias sem chuvas nas regiões norte, sul e centro do Estado. Com essas informações será possível classificar como alto e moderado o risco de queima na região.

Os informativos serão divulgados através das redes sociais e site da Semarh, lista de transmissão do aplicativo whatsapp para extensionistas locais sendo eles: técnicos do Ruraltins, chefes de brigadas, brigadistas, secretários de meio ambiente e agricultura municipais, guias locais, agentes de saúde, associações de pequenos agricultores e ainda para imprensa e rádios locais.

Cemaf

O Centro de Monitoramento Ambiental e Manejo do Fogo (CEMAF) atua desde 2016 desenvolvendo trabalhos técnicos científicos para suprir demandas na área de monitoramento ambiental. Uma parceria firmada entre a Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) e a Universidade Federal do Tocantins (UFT), campus de Gurupi possibilitou a implantação do CEMAF.

As informações fornecidas pelo Centro de Monitoramento possibilitam a delimitação efetiva das áreas onde ocorrem incêndios florestais e queimadas do estado do Tocantins. Desde a sua implantação, o CEMAF já desenvolveu diversos planos de prevenção e combate a incêndios orientando os municípios, além de realizar o mapeamento das áreas degradadas pelas queimadas. Isso gera um avanço para o Estado, que conta com um cálculo mais realista das situações de cada município.

 

 

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Estado

Controle da raiva dos herbívoros são mantidas com medidas de vigilâncias ativas constantes

Raiva é uma zoonose transmissível do animal para o homem, que causa prejuízos econômicos aos produtores rurais com a perda de animais

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Adapec investiga focos da doença, monitora e cadastra abrigos e realiza a captura de morcegos hematófagos, principal transmissor da raiva

Referência na região Norte do Brasil, o Programa Estadual de Controle da Raiva dos Herbívoros do Tocantins (PECRH) mantém um sistema de controle da doença por meio de ações de vigilâncias ativas e orientação aos produtores rurais. Este trabalho tem surtido resultados positivos sobre a zoonose no Estado.

Considerada como uma zoonose (transmissível do animal para o homem), a raiva causa também prejuízos econômicos aos produtores rurais com a perda de animais, “por isso a Agencia de Defesa Agropecuária (Adapec) possui um programa de controle da raiva estruturado, que atende os produtores em todo o Tocantins,” destaca o presidente da Agência, Alberto Mendes da Rocha.

Entre as ações desenvolvidas pelo programa estão: investigação de focos da doença, monitoramento e cadastramento de abrigos, captura de morcegos hematófagos, principal transmissor da raiva, promoção de palestras e orientações aos produtores rurais, comunidades rurais e escolas, e treinamento de equipes de agentes de saúde que atuam na zona rural dos municípios.

Só em 2019, a Adapec atuou no controle da raiva dos herbívoros em 55 municípios do Estado, onde realizou 482 vigilâncias ativas, promovendo orientação sobre a zoonose para mais de mil pessoas e capacitação para outras 473 pessoas. Foram capturados 1.199 morcegos hematófagos, com monitoramento de 92 abrigos e cadastrado de 98 novos abrigos. Houve registro de 17 focos.

Sintomas

Segundo o responsável técnico pelo PECRH, José Emerson Cavalcante, os produtores rurais devem ficar atentos aos sintomas da doença. “O animal que é infectado pelo vírus rábico, transmitido pelo morcego hematófago, apresenta alguns sintomas como isolamento do restante do rebanho, apatia, perda de apetite, salivação abundante e dificuldade para engolir. Com a evolução da doença, tem movimentos desordenados, tremores musculares, ranger de dentes, decúbito lateral e morte,” esclarece.

A Agência alerta que o produtor deve evitar o contato direto com animais que apresentam sintomatologia nervosa. Qualquer dúvida ou denúncia em relação à defesa agropecuária, o produtor pode entrar em contato também, por meio do Disque Defesa no 0800 63 11 22.

 

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Projeto Cartas de Esperança leva produção aos pacientes e profissionais de saúde em tempo de pandemia

Textos foram produzidos por mais de 30 estudantes do ensino médio da Escola Estadual Elisangela Glória Cardoso

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Cartas de Esperança continuam com ações envolvendo profissionais de saúde

As atividades desenvolvidas no Projeto Cartas de Esperança, da Escola Estadual Elisângela Glória Cardoso, de Palmas, continuam com o trabalho abrangendo mais pessoas. Quando o trabalho começou, em 2019, o público-alvo era os pacientes internados no Hospital Geral de Palmas (HGP), com o objetivo de treinar a escrita, por meio da produção de cartas, bem como ter empatia colocando-se no lugar do outro.

Com as medidas de isolamento e suspensão das aulas, este ano o projeto está sendo executado de forma diferente. A professora Eliana Brito, de língua portuguesa e mentora do projeto, conta que no momento atual, muitas pessoas precisam de um apoio, principalmente aquelas que se encontram internadas.

Dessa forma, segundo Eliana Brito, a estratégia de trabalho para com o projeto mudou. “Estamos trabalhando com a mediação da tecnologia. Os estudantes escrevem as cartas e eu passo na casa deles para pegá-las, e também alguns nos enviam por e-mail. Está funcionando de forma satisfatória, até porque um dos objetivos do projeto é trabalhar a empatia e a solidariedade, o que ocorre com palavras de ânimo e desejo de superação enviadas por meio das cartas”, destaca.

“As visitas aos pacientes estão suspensas, mas, em conversa com a psicóloga que trabalha no HGP, foi possível entregar as cartas”, afirma a professora Eliana Brito.

O resultado do trabalho é observado na fala de quem recebe as cartas. Selvino Alves Oliveira, paciente, conta como se sentiu. “Eu me senti muito feliz em receber a cartinha. Trouxe mais força para viver, mais confiança e fé em Deus”, agradece Eliana Brito.

A professora ainda enfatiza que as cartas são gêneros textuais que fazem parte do currículo escolar e que a metodologia de trabalho torna mais prática a aprendizagem. “A inspiração para o Projeto Cartas de Esperança veio de um programa de televisão. Então adaptei para a prática em sala de aula, aproveitando as experiências que podem fazer parte da vida dos estudantes. Essa é uma forma de fixar o conhecimento e de fazer com que os alunos desenvolvam a capacidade de se colocar no lugar do outro, que sejam capazes de se solidarizar com quem está precisando de uma mensagem de esperança”, finaliza.

 

 

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Governo do Tocantins amplia testagem para Covid-19 na região norte do Estado

Ampliação ocorre em parceria com a Universidade Federal do Tocantins, na região com maior incidência da doença no Estado

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Inicialmente a parceria irá garantir maior acesso aos testes RT-PCR para a região norte do Estado

Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES) e Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen/TO), firmou parceira com a Universidade Federal do Tocantins (UFT) para ampliação de testagem para o novo Coronavírus, causador da Covid-19, no Estado. Inicialmente a parceria irá garantir maior acesso aos testes de Reação em Cadeia da Polimerase em Tempo Real (RT-PCR) para a região norte do Estado, com a avaliação da possibilidade da estruturação do serviço nas dependências da Universidade em Araguaína. A equipe gestora/técnica do Lacen irá realizar vistoria na Unidade da UFT em conjunto com representantes do Comitê Extraordinário Covid-19 da Universidade.

A diretora do Lacen-TO, Jucimária Dantas Galvão, explicou que a parceria será implementada na região norte, Araguaína, onde há uma maior demanda por testes e a necessidade do atendimento com maior agilidade, especialmente dos pacientes hospitalizados. “O Lacen-TO realizará uma visita in loco nos laboratórios da UFT para verificar a possibilidade de certificação dos laboratórios seguindo as normas nacionais de Saúde Pública, sendo previsto a visita ao Câmpus de Araguaína, para o início de junho”, afirma a Diretora.

O Lacen-TO é o responsável no Estado pela realização dos testes de RT-PCR, que identifica a presença do gene do vírus Sars-CoV-2, esta metodologia é reconhecida e recomendada pelo Ministério da Saúde como padrão ouro para o diagnóstico da doença. O Lacen-TO possui em estoque 50.080 testes de amplificação RT-PCR (Biomaguinhos/IDT) e atualmente tem capacidade para processar 500 análises por dia.

A UFT solicitará o cadastro dos laboratórios de pesquisa situados em Araguaína, Palmas e Gurupi para a realização de exames diagnósticos via RT-PCR para auxiliar o Lacen-TO em ampliar a oferta e dar agilidade nos resultados dos exames, principalmente na região norte, região com maior incidência da Covid-19 no Tocantins. Os dados demonstram que a região de Saúde Médio Norte Araguaia (Araguaína) possui incidência de 575,75 casos por 100 mil habitantes e a região do Bico do Papagaio conta com 229,27 casos por 100 mil habitantes.

Participaram da reunião para definição da parceria a superintendente de Vigilância em Saúde, Perciliana Joaquina Bezerra de Carvalho; a diretora do Lacen-TO, Jucimária Dantas Galvão; a responsável pela Rede de Laboratórios e Gestão da Qualidade, Anyelli Siqueira da Cunha, a responsável pelo setor de Biologia Molecular do Lacen-TO, Sirlene Borges Damasceno; o pró-reitor de Pesquisa, Pós-graduação e Inovação, professor Raphael Sanzio Pimenta e o membro do Comitê Extraordinário COVID-19 da UFT, professor Flávio Milagres.

 

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