Segunda, 25 de junho de 2018
Brasil

06/06/2018 ás 08h07

Romilton

Palmas / TO

Grupo de Amastha tende a não apoiar nenhum candidato no 2º turno e quer conversar com derrotados
Partidos membros da coligação “A Verdadeira Mudança” anunciam oficialmente a posição nesta quarta-feira
Grupo de Amastha tende a não apoiar nenhum candidato no 2º turno e quer conversar com derrotados
eunião dos dirigentes partidários que apoiaram a candidatura de Carlos Amastha (Foto: Reprodução/Twitter)

Os partidos que compuseram a coligação “A Verdadeira Mudança” já se reuniram nesta segunda-feira, 4, para avaliar os cenários após o primeiro turno da eleição suplementar. Segundo o presidente estadual do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), Nésio Fernandes, a tendência do grupo é não se posicionar no segundo turno. O anúncio oficial desta decisão acontece nesta quarta-feira, 6, pelos dirigentes das legendas que apoiaram Carlos Amastha (PSB), que já é colocado como pré-candidato a governador em outubro.


Nésio Fernandes disse ao CT que esta terça-feira, 5, ficou para cada partido se reunir internamente, mas adiantou certo consenso entre dirigentes partidários do grupo. “Da posse do governador eleito no segundo turno até as convenções que vão definir as candidaturas das eleições de outubro são menos de 30 dias. De fato esta eleição é uma excepcionalidade, é um mandato tampão, e os atores que compõem o bloco que formamos na Capital entendem que não é oportuno declarar apoio a nenhum dos dois candidatos”, resumiu.


O ex-secretário da Capital na administração de Carlos Amastha reforçou que este entendimento é um indicativo, é a “tendência de todos os partidos que compõem o bloco”, mas reforça que é o anúncio oficial que vai formalizar a posição definitiva. Nésio Fernandes acrescentou que Carlos Amastha é a “ponta de lança” do grupo e reforçou a pré-candidatura do terceiro colocado no primeiro turno para a eleição de outubro. Dentro deste cenário, o comunista acrescentou que os partidos da “A Verdadeira Mudança” estão abertos ao diálogo.


“Nós decidimos dialogar com todas as candidaturas que não foram para o segundo turno, olhando outubro. Existe um entendimento de que é necessário uma frente ampla e uma unidade destes atores que podem representar diversas facetas do novo no Tocantins”, afirmou Nésio Fernandes, não excluindo a senadora Kátia Abreu (PDT). O comunista adianta que inicialmente as conversas vão se iniciar de forma individual. “Cada partido [do bloco], cada ator, tem relação de diferente qualidade com cada um deles [candidatos]”, explica.


Nésio Fernandes ainda fez uma breve análise sobre pontos que influenciaram no resultado do pleito. “Estas eleições tiveram muitas ameaças externas ao processo, que estavam fora do controle de qualquer uma das candidaturas: a própria judicialização de quatro candidaturas, a homologação delas somente 4 dias antes das eleições, o fato de no Tocantins mais de 30 municípios não pegarem canal de televisão local. E este fenômeno da crise política nacional levou a uma [quantidade de] abstenção, nulos e brancos muito gigantesca”, pondera.


Menos de 1% dos votos válidos atrás do senador Vicentinho Alves (PR), Carlos Amastha quase chegou a confirmar presença no segundo turno. Para Nésio Fernandes, “uma série de pequenos erros internos e ameaças externas levaram a um resultado inesperado das eleições”. Além dos pontos já elencados, o comunista também citou como exemplo a desatualização do sistema da Justiça Eleitoral que colocou o pessebista como candidato que teria votos anulados, o que não aconteceu.


Nésio Fernandes ainda avaliou o desempenho dos dois primeiros colocados no primeiro turno. “Este resultado que teve [Mauro] Carlesse e Vicentinho [Alves] é o teto deste campo político tradicional. A gente tem uma margem de crescimento que pode se consolidar”, ponderou o político, mirando as eleições de outubro.

FONTE: Portal CT

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