Quinta, 16 de agosto de 2018
Brasil

03/08/2018 ás 03h43

Romilton

Palmas / TO

Pesquisas apontam Tocantins com grande quantidade de grafeno no subsolo
O grafeno é o material mais forte, mais leve e mais fino conhecido na atualidade. Empresas e cientistas apostam no composto químico como a revolução na indústria de eletrônicos, projetando uma nova geração de componentes e dispositivos.
Pesquisas apontam Tocantins com grande quantidade de grafeno no subsolo
Pesquisas encontraram mais de 100 milhões de toneladas de grafite no subsolo de terras localizadas em Palmas, Porto Nacional e Monte do Carmo

Imagine usar uma roupa que controla a temperatura corporal, ter um celular flexível, ou então poder recarregar uma bateria de alta potência em apenas 12 minutos. Isso tudo será possível em um futuro próximo graças ao grafeno, material composto de átomo de carbono extraído do grafite, visto pelo mundo científico como a grande revolução tecnológica do século XXI.


 


O grafeno é o material mais forte, mais leve e mais fino conhecido na atualidade. Empresas e cientistas apostam no composto químico como a revolução na indústria de eletrônicos, projetando uma nova geração de componentes e dispositivos. Com isso, o Tocantins pode se tornar o grande celeiro na área da pesquisa e tecnologia.


 


Estudos realizados no Tocantins mostram que o estado tem grande potencial para explorar o produto. De acordo com Antônio Aier Lopes Pereira, que atua há 24 anos no setor mineral e possui direitos minerários do subsolo de áreas com grande concentração de grafite em Palmas, Porto Nacional e Monte do Carmo, estudos feitos por pesquisadores internacionais apontaram que somente nos três municípios há concentração de mais de 100 milhões de toneladas de grafite. “A partir desse grafite, conseguiremos extrair o grafeno e também o manganês e o cobalto”, disse.


 


O minerador explicou que as pesquisas custaram mais de 5 milhões de dólares e foram pagas com recursos particulares. “Já recebi várias propostas para exploração desse minério, mas recusei. Minha intenção é fazer com que o recurso seja explorado, mas que as indústrias venham investir aqui no Tocantins para produção dos produtos. Estamos em contato com diversos fabricantes de tecnologia e negociando a vinda de uma fábrica para se instalar no estado”, contou.


 


Após a fase de pesquisas, Antônio Aier busca financiamento para investir na exploração do minério. “Os custos ficam em torno de 20 milhões de dólares. Temos algumas linhas de financiamentos internacionais que podem ser captados para o investimento nesse processo. Quando isso se concretizar, o Tocantins virará um grande celeiro de geração de emprego e oportunidades para sua população”, previu.


 


O minerador Antônio Aier também explicou que o grafite encontrado nessa região do Tocantins não é contaminado e possui alta qualidade. “O tipo de grafite encontrado aqui, com a qualidade que temos, só é encontrado em outra região do Brasil que é o Vale do Jequitinhonha em Minas Gerais. Isso nos coloca em uma posição bem confortável para comercializar o minério”, garantiu.


 


No Brasil, já existem investimentos reais na pesquisa do minério: a Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo, arrecadou investimentos para construir o primeiro centro de pesquisa de grafeno. 


 


Uma porta para o futuro


 


No ano passado, a Samsung revelou avanço em uma pesquisa que faz sobre bateria com grafeno. A empresa afirmou que uma bateria à base de grafeno poderia ser recarregada totalmente em apenas 12 minutos; as de lítio-íon atuais requerem uma hora. A nova bateria também poderia ser usada para veículos elétricos, pois manteria a estabilidade a temperaturas de até 60°C.


 


Graças ao grafeno, um carro elétrico poderia ser recarregado em 10 minutos e teria capacidade para rodar de 300 a 500 km. “O grafeno poderá proporcionar todo tipo de dispositivos descolados e modernos, de celulares flexíveis a revistas que se conectam à internet. Tudo isso porque ele é super leve, eficiente condutor de calor e eletricidade e, grama a grama, mais forte que o aço. Três milhões de folhas de grafeno uma sobre a outra teria um milímetro de espessura, com alto grau de resistência e flexibilidade.”, concluiu Antônio Air.

FONTE: Da Redação

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