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Cultura

Netflix grava série em Natividade: conheça cinco curiosidades sobre o município histórico do Tocantins

Além de “O Escolhido”, Natividade também já serviu de cenário para outras produções; a mais recente foi a novela “O Outro Lado do Paraíso”

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O belo conjunto arquitetônico, urbanístico e paisagístico de Natividade foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em 1987

A Netflix escolheu o município de Natividade no Tocantins para gravar sua primeira série original de suspense sobrenatural. A série O Escolhido é baseada na história mexicana Niño Santo, possui sete capítulos e traz no seu elenco principal a atriz Paloma Bernardi e o ator Renan Tenca.

Parte dos figurantes foi formada por moradores nativitanos trazendo mais naturalidade para a ambientação da série. A história gira em torno de três médicos que são enviados para um vilarejo no Pantanal para vacinar a população contra uma mutação do vírus da zika. Porém, eles acabam presos em uma comunidade que segue um líder que prega a cura por meio da fé, e não de medicamentos.

A série ainda não tem data de estreia, mas está prometida para chegar ao streaming ainda em 2019. Além de O Escolhido, Natividade também já serviu de cenário para outras produções, sendo a mais recente a novela das nove da TV Globo, O Outro Lado do Paraíso.

Para descobrir os segredos que encantam em Natividade, listamos abaixo cinco curiosidades sobre o município:

Patrimônio Histórico e Artístico Nacional

O belo conjunto arquitetônico, urbanístico e paisagístico de Natividade foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em 1987. A cidade faz parte do programa Monumenta, do Ministério da Cultura (MinC), que visa à recuperação e à preservação do patrimônio histórico brasileiro.

Natividade se destaca pela sua charmosa arquitetura colonial, festas religiosas, folclore e gastronomia. Sua história começa no ciclo do ouro, por volta de 1734, quando ocorreu a ocupação da região por bandeirantes, escravos, mineiros, sertanistas, missionários e criadores de gado. Natividade chegou a ser um dos maiores arraiais da então Capitania de Goiás.

Os visitantes podem conhecer um pouco da história da cidade visitando o Museu Histórico de Natividade. No local, funcionava uma antiga cadeia, da época do Império. A construção abriga o Centro de Artesanato e Apoio ao Turista, a Oficina de Ourivesaria Mestre Juvenal, uma loja de comercialização de produtos artesanais, além de uma exposição permanente com artefatos encontrados na região.

Festas Religiosas

A religiosidade é uma importante marca de Natividade com festejos como a Romaria de Nosso Senhor do Bonfim, considerada a maior festa religiosa do Estado, e a Festa do Divino Espírito Santo de Natividade. A cidade guarda ainda as ruínas da Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, construção iniciada pelos escravos no século XVIII, mas que não chegou a ser concluída.

Região das Serras Gerais

A região das Serras Gerais é conhecida como a nova rota turística do Tocantins. O local engloba além de Natividade, os municípios de Almas, Arraias, Aurora, Dianópolis, Paranã e Taguatinga (região sudeste do Estado).

As Serras Gerais fazem parte da maior cadeia de serras do Brasil e, além das maravilhas naturais, guardam tradições, arquitetura colonial, história e cultura como as Cavalhadas, as festas do Senhor do Bonfim e do Divino Espírito Santo, entre outras festas folclóricas e religiosas herdadas do colonialismo e da era do ciclo do ouro, como em Natividade, quando o município era grande produtor de joias.

Em toda a região, o ecoturismo é propiciado por uma profusão de rios, canyons, cachoeiras e cavernas. A Cachoeira Paraíso, em Natividade, possui diversas quedas d’água de médio e pequeno porte, em meio a pedras e paredões rochosos formando, ao longo do percurso, piscinas naturais de águas verdes e transparentes.

Em meio à fauna, à flora e outras belezas naturais, o visitante pode apreciar também os centros históricos de Natividade, Dianópolis e Arraias, que em suas ruas estreitas e muros de pedra construídos por escravos guardam memórias da história do Tocantins.

Joias

As joias de Natividade são famosas por sua tradição, seu design e sua originalidade. O conhecimento técnico vem sendo passado por várias gerações e promovendo a inclusão social de jovens, dando oportunidade a eles de construírem uma carreira e terem sua renda.

As joias artesanais de Natividade já foram reconhecidas em diversos projetos de apoio à cultura no país. Uma das técnicas que mais chama atenção nas peças é a filigrana, um trabalho ornamental herdado dos portugueses, feito de fios muito finos e pequeninas bolas de metal, soldadas de forma a compor um desenho. O metal é geralmente ouro ou prata, mas o bronze e outros metais também são usados.

Amor Perfeito

O famoso biscoito Amor Perfeito é feito de polvilho de mandioca tradicional. A receita foi criada há mais de cem anos e permanece a mesma. O biscoito ganha forma todos os dias em uma cozinha construída no quintal da casa da doceira Tia Naninha. O processo permanece artesanal com os biscoitos sendo moldados manualmente e assados em forno de barro. Na época da festa do Divino Espírito Santo, são feitos em forma de pomba e servidos de graça aos visitantes.

 

 

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Cultura

Ocorre nesta sexta-feira, 20, a 4º edição da Sexta Cultural, na Praça dos Girassóis

Para esta edição, a curadoria contemplará uma mistura de ritmos e evidenciará a interação dos diversos segmentos artísticos

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O palco será montado no mesmo lugar, no pavilhão externo do Memorial Coluna Prestes, localizado na Praça dos Girassóis, a partir das 18h do dia 20 de setembro

Mais uma sexta feira se aproxima e a programação da 4º edição da Sexta Cultural já está fechada. O evento, que é realizado pelo Instituto Cidadania Amazônia, via emenda parlamentar da deputada estadual Claudia Lélis, já está consolidado como sucesso de público e crítica. Para esta edição, a curadoria contemplará uma mistura de ritmos e evidenciará a interação dos diversos segmentos artísticos.

O palco será montado no mesmo lugar, no pavilhão externo do Memorial Coluna Prestes, localizado na Praça dos Girassóis, a partir das 18h do dia 20 de setembro. Passarão por lá Junior Sete Cordas, músico já conhecido por sua contagiante animação e afinidade com o samba, Marlon e Muriel, representantes da música sertaneja, Diego Castelo, cantando o melhor da MPB e Mateus Massoli, cantor tocantinense premiado em vários festivais pelo Brasil.

Além da música, o público poderá conferir as intervenções artísticas dos grupos Trupe Açu e Oncotô. Formado essencialmente por mulheres, o grupo Trupe Açu desperta um olhar emocionado por onde passa, principalmente para o público infantil. Transitando entre a arte circense e preocupadas com as questões ambientais, sociais e culturais, as integrantes prepararam um espetáculo especial para a noite de sexta feira. Para o grupo Oncotô, a dança é a válvula mestre e através dela é que os integrantes manifestam a sua arte.

A Sexta Cultura tem como objetivo oferecer oportunidade para que as pessoas tenham acesso ao lazer gratuito e de qualidade. “É valioso destacar a importância deste evento como forma de valorização dos artistas regionais bem como para fomentar a economia criativa do Estado, tendo em vista que, além das apresentações, o público estará em contato com o melhor do artesanato, comidas típicas e atrativos turísticos do Tocantins, a exemplo dos monumentos instalados no local. Estou muito honrado e agradecido ao governador Mauro Carlesse, que é um dos grandes incentivadores da cultura do nosso Estado”, destacou Tom Lyra, presidente da Adetuc.

 

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Cultura

Festa da Colheita do Capim Dourado chega a sua 11ª edição em Mumbuca

 Neste ano, evento também inclui I Encontro de Violeiros para a Salvaguarda da Viola de Buriti

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O capim dourado que é colhido nas veredas do Jalapão é a principal fonte de renda das comunidades locais

Espécie de sempre-viva da família Eriocaulaceae (Syngonanthus nitens Ruhland), o capim dourado ocorre em campos úmidos próximos a veredas do Cerrado, mas as peças artesanais só se tornaram famosas a partir do trabalho das artesãs do Jalapão, em especial do povoado Mumbuca, distante 32 km de Mateiros, em pleno Parque Estadual do Jalapão.

Com o objetivo de garantir sua preservação e manejo, a colheita é permitida somente entre os meses de setembro e novembro. Para marcar o início da atividade, a Festa da Colheita do Capim Dourado, que chega a sua 11ª edição, tem programação a partir desta quarta-feira, 11, e prossegue até domingo, 15, na comunidade.

Realizada pela Associação dos Artesãos do Povoado Mumbuca, a programação terá vários momentos, entre eles: intercâmbio de visitantes com a comunidade, exibição do filme O outro fogo, de Guilherme Fagundes, roda de conversa sobre plantas medicinais, Feira Sabores Jalapoeiros, reunião sobre turismo na região, com participação de associações, prefeituras, órgãos federais e estaduais.

A Agência do Desenvolvimento do Turismo, Cultura e Economia Criativa (Adetuc) é representada pela superintendente de Turismo, Maria Antonia Valadares, e pela gerente de Acervos e Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural, Alline Alves Santos da Silva.

“O capim dourado, que é um recurso finito, é a principal fonte de renda das comunidades da região do Jalapão, por isso apoiamos todas as ações voltadas para a sua exploração sustentável, bem como desenvolvemos projetos de qualificação dos artesãos, e de valorização e difusão do turismo na região”, explica o presidente da Adetuc, Tom Lyra, enfatizando que uma das prioridades do governador Mauro Carlesse é a melhoria na infraestrutura dos municípios do Jalapão.

Viola de Buriti

Durante a Festa da Colheita, também será realizado o I Encontro de Violeiros para a Salvaguarda da Viola de Buriti. A programação ocorre nesta sexta-feira e sábado, 13 e 14, sob a organização do Instituto do Patrimônio Histórico e Artísitico Nacional (Iphan) com o apoio da Associação Tocantinense de Municípios (ATM) e do Governo do Estado do Tocantins.

Conforme o Iphan, o Encontro de Violeiros reunirá cerca de 30 pesquisadores, foliões, artistas populares, tocadores, artesãos, violeiros, cantores e músicos, com a intenção de propiciar o intercâmbio de saberes, discutir ações para a salvaguarda e fortalecer esse bem cultural tocantinense que ainda não está protegido.

 

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Cidades

Gurupi: Abertas inscrições para o II Simpósio regional de Linguística, Literatura e Artes

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Nos próximos dias 20 e 21, será realizado o II Simpósio regional de Linguística, Literatura e Artes – Sirlla. O evento é uma parceria entre os cursos de Letras e Jornalismo da Universidade de Gurupi e a Academia Gurupiense de Letras – AGL.

As inscrições estão abertas no endereço eletrônico https://iow.unirg.edu.br/eventos/ . Podem participar estudantes, professores, servidores e a comunidade interessada. O custo do investimento é de R$ 20, que deverá ser pago no Centro Acadêmico de Letras, no Campus I, no local do evento ou pela conta bancária da AGL, agência 3863, operação 013, conta 00020454-7.

Conforme o presidente da AGL, Roberto José Ribeiro, “estamos muito otimistas e com as melhores expectativas, pois é um evento que contará com participantes de outros municípios e de outros estados. Os trabalhos renderão bons frutos e ajudarão a elevar o nosso campo cultural”, frisou. 

Programação

O Simpósio será aberto no dia 20, às 19h, no auditório do Campus I. Na oportunidade haverá a palestra “Intercompreensão entre línguas, linguagens e culturas: dos desafios às perspectivas para a produção, difusão e recepção do conhecimento em tempos de internacionalização da formação acadêmica”, ministrada pelo Dr. Rivadavia Porto Cavalcante.

Na primeira noite haverá também, o lançamento do livro, ‘Cantos em Si – Identidade tocantinense’ coordenador do curso de Jornalismo, Me. Paulo Albuquerque  e momento cultural, com o  cantor e compositor Éverton dos Andes e Edmundo.

O evento abordará palestras, mesas-redondas e oficinas, nas área deLinguagem e Ensino; Linguagem e comunicação; Linguagem e Sociedade; Literatura; Literatura e Psicologia; Literatura e outras artes; Ensino e Aprendizagem de Línguas; Linguagens e Expressões Artísticas e Análise do Discurso.

Além dos profissionais da UnirG, o Simpósio contará com a participação de palestrantes de outras instituições como: Instituto Federal do Tocantins – Palmas /Gurupi e AGL.

Para a coordenadora do curso de Letras, Ma. Wellitania Oliveira, “o evento tem como objetivo geral abrir o debate interdisciplinar a partir da ideia de linguagens, literatura e artes dentro do espaço da cultura digital, que se multiplicam em convergência com diversos aspectos da sociedade contemporânea. Além da área de Literatura, o Simpósio busca abarcar as áreas de Línguas Estrangeiras e de Língua Portuguesa”, afirmou.

A professora destacou ainda que “o Simpósio nasceu com o intuito de trazer reflexões e propostas sobre a produção e o ensino da linguagem, literatura e artes em suas variadas formas, considerando o contexto da globalização”, disse Wellitania.

O coordenador de Jornalismo relatou que a parceria é muito bem-vinda para o curso. “É uma oportunidade que colocar os nossos alunos e egressos em contato com um evento que busca valorizar a literatura e as artes”, disse o professor.

Paulo Albuquerque.

Para aquisição do certificado de 20 horas, o acadêmico deverá se inscrever, no mínimo, em três modalidades – oficina, roda de conversa e mesa-redonda.

As oficinas e rodas de conversas serão realizadas no Campus II, Bloco C. Já as mesas-redondas e encerramento do Simpósio serão na Associação de Professores Universitário de Gurupi, na rua 9, entre as avenidas Guanabara e Rio de Janeiro.

O Campus II está localizado na avenida
Rio de Janeiro nº 1585, Centro. Já o Campus I, na avenida Antônio Nunes da Silva nº 2195, no Parques das Acácias.

Mais informações pelos telefones (63) 3612 7521, (63) 98427 7656 ou (63) 99293 7938.

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