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Luiz Gustavo Borges sonha com revezamento que deu bronze ao pai

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Com 20 anos hoje, Luiz Gustavo Borges, filho do nadador Gustavo Borges, era novo demais para entender a última medalha olímpica de seu pai, o bronze no revezamento 4×100 metros livre dos Jogos de Sidney, nos anos 2000. As histórias em torno dessa medalha, no entanto, fizeram parte de sua infância e adolescência na natação e hojeimpulsionam seu sonho de representar o Brasil nesse mesmo revezamento nos Jogos Olímpicos de Tóquio, no ano que vem.

Em meio a essa preparação, o nadador poderá sentir o gosto de ser um dos quatro nadadores do 4×100 no mês que vem, na Universíade de Nápoles, na Itália. Conhecida como olimpíada universitária, a Universíade é a segunda maior competição poliesportiva do mundo e, além de reunir milhares de atletas de diferentes países, tem outras semelhanças com a Olimpíada como o alojamento em uma Vila dos Atletas, a cerimônia de abertura com desfile das delegações e o tão sonhado pódio com os degraus de bronze, prata e ouro.

“Meu foco são as competições desse verão, a Universíade e, depois, o ciclo para Tóquio. A minha meta é ir para Tóquio nadar para representar o Brasil”, diz Luiz Gustavo, que tem a medalha do pai no revezamento como uma de suas maiores inspirações. “Essa medalha mostra que o Brasil em um revezamento consegue estar entre os melhores. É uma inspiração para a galera de hoje em dia e há vários atletas de 100 livre no Brasil que são muito bons. Meu sonho é estar nesse revezamento em Tóquio”.

Apesar disso, o atleta considera que sua prova mais forte é a de 50 metros nado livre, vaga concorrida na natação brasileira. “Eu tenho adversários no Brasil de nível mundial. São pessoas que conheço e treino junto no [clube] Pinheiros. Estou treinando, fazendo o que preciso fazer e pensando no meu dia a dia”.

Convocado pela Confederação Brasileira do Desporto Universitário (CBDU), Luiz Gustavo também vai para a Universíade disputar os 50 livre, prova em que foi semifinalista no Mundial Júnior de 2017. “Era uma competição só de natação. Agora na Universíade, vai ser uma atmosfera totalmente diferente. Tem uma vila, atletas de outras modalidades. Com certeza é uma boa preparação para Tóquio”.

Além dos técnicos que o acompanham na universidade e no clube, Luiz Gustavo conta com dicas do pai e o suporte da mãe, a também ex-nadadora Barbara Borges. “Quase todo sábado e domingo, a gente entrava na água juntos e meu pai me dava conselhos. Minha mãe me ajuda mais com a parte mental. Ela hoje é professora de yoga e meditação”.

Morando nos Estados Unidos (EUA), ele vai ter a oportunidade de encontrar a família no Brasil no dia 26, quando retorna para casa antes de seguir para a Itália, onde a Universíade será realizada de 3 a 14 de julho.

O nadador cursa administração na Universidade de Michigan, nos EUA, a mesma em que seu pai se formou em economia, também como atleta-universitário. Por meio do esporte, Luiz Gustavo Borges conseguiu uma bolsa parcial para estudar na universidade americana, onde tem que cumprir 20 horas semanais de treino e mais 20 horas de aula. O tempo que sobra é para estudar.

Morando em uma região que chega a registrar temperaturas de 20 graus negativas, ficar em casa estudando, ou na piscina treinando, muitas vezes significa abdicar dos poucos dias de sol e calor durante o ano.

“Aqui não tem lugar para você não se esforçar e trabalhar duro”, resume ele, acrescentando que o esporte ajuda a reforçar sua dedicação aos estudos. “A natação me ensinou que quando você põe seu esforço em algo, você consegue atingir muito mais do que pensava que conseguiria. Quando vou para a aula, não penso que não sou um cara de matemática ou de finanças, penso que se eu me esforçar, vou melhorar”.

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Brasil

Estados e municípios devem entrar na reforma da Previdência em PEC paralela

O relator da comissão que acompanha a reforma da Previdência, senador Tasso Jereissati (à dir.), informou que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, já endossou a proposta de o Senado apresentar outra PEC

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O Senado deverá incluir os servidores públicos estaduais e municipais na reforma da Previdência Social por meio de uma segunda proposta de emenda à Constituição (PEC). Com isso, o texto principal da reforma (PEC 6/2019) poderá ser aprovado pelos senadores no próximo semestre sem alterações.

A nova PEC caminhará ao mesmo tempo que a PEC 6, mas permitirá que o grosso da reforma da Previdência seja promulgado mais cedo. O Senado deve analisar o texto da reforma principal em agosto e, se não efetuar mudanças sobre ele, a conclusão dependerá apenas dos prazos regimentais.

A informação foi confirmada pelo senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), relator da comissão especial que acompanha a reforma da Previdência. Ele disse que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, já chancelou o plano. Davi vai conversar com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, para garantir que a PEC paralela tenha um caminho suave entre os deputados também.

Tasso se diz “extremamente favorável” à inclusão dos estados e municípios na reforma. Eles já constavam da versão original da proposta, enviada pelo Executivo, mas foram excluídos na preparação do substitutivo da comissão especial. Para o senador, isso se deveu à atmosfera conflituosa que envolveu o assunto na Câmara. Ele acrescentou que o Senado terá mais ponderação.

— Acho que estamos todos convencidos de que a introdução dos estados e municípios é essencial para que a reforma seja completa. Foi um equívoco [da Câmara], num momento de muitas discussões. A questão foi colocada talvez de uma maneira muito emocional. Se conseguirmos passar aqui, quando voltar para Câmara, será outro clima.

Desde maio o Senado se reúne com os governadores para articular pautas de interesse dos estados, entre as quais está a aplicação das novas regras previdenciárias para eles de imediato. O apoio à inclusão é tido como um consenso.

O senador Humberto Costa (PE), líder do PT — partido que se opõe à maior parte da proposta do governo — também está de acordo com essa alteração.

— Não é possível existirem regras para servidores públicos federais que sejam diferentes das regras para servidores públicos estaduais e municipais. A ideia de que cada estado e município defina a sua, criaria uma absoluta balbúrdia no que diz respeito às aposentadorias — apontou.

Ele alertou, porém, que ainda não tem certeza sobre o caminho escolhido para fazer essa mudança, e evita falar na aprovação imediata da PEC 6.

Em junho, a Instituição Fiscal Independente (IFI) publicou um estudo sobre a situação dos regimes previdenciários estaduais. O documento identificou quadros graves em estados como Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, onde o sistema consome cerca de 30% da receita líquida.

O desequilíbrio decorre em grande medida de regras favoráveis aos segurados, como aposentadoria precoce e benefício em valor muito próximo ao da remuneração do servidor ativo. O problema dos estados é agravado pelo fato de cerca de metade dos seus servidores pertencerem a categorias que têm tratamento especial, notadamente professores e militares.

O analista responsável pelo estudo, Josué Pellegrini, foi confirmado na semana passada como novo diretor da IFI. Em entrevista à Rádio Senado, ele defendeu a inclusão de estados e municípios na reforma, antes que o descontrole dos gastos consuma outros setores do Orçamento.

— O deficit das previdências estaduais é bastante elevado na grande maioria dos estados e tende a crescer, pressionando e dificultando o cumprimento das outras atribuições, como saúde, educação e segurança.

A “PEC paralela”

O recurso da “PEC paralela” não é inédito, e inclusive, já foi usado em uma reforma previdenciária em 2003, quando o Senado analisava a proposta que se tornaria a Emenda Constitucional 41. Aquela reforma extinguiu a aposentadoria integral no serviço público e a paridade de reajustes para servidores aposentados, além de instituir cobrança sobre o valor da aposentadoria.

Na ocasião, senadores da base do governo que eram críticos do texto firmaram um acordo para não promover alterações sobre a proposta principal, de modo a permitir a sua promulgação rápida. Em troca, apresentaram uma segunda PEC sobre o mesmo assunto, que corrigiria os pontos polêmicos. Ela foi chamada de “paralela” porque tramitou ao mesmo tempo que a PEC que continha as regras que ela mudaria.

A PEC paralela de 2003 foi apresentada uma semana depois da aprovação do texto principal da reforma na comissão especial do Senado. Promulgada em 2005, ela se transformou na Emenda Constitucional 47, que, entre outros pontos, garantia a integralidade e a paridade para servidores ainda na ativa e instituía regras de transição.

O senador Paulo Paim (PT-RS) foi um dos principais articuladores daquele arranjo. Ele rejeita a perspectiva de o Senado apenas “carimbar” a PEC 6, sem fazer nenhuma alteração sobre o conteúdo que a Câmara enviar, mas observa que a estratégia de um texto à parte pode ser bem-sucedida, como aconteceu em 2003.

— Eu estava rebelde em relação à reforma e a alternativa que criamos foi a PEC paralela. Ela resolveu para melhor a situação de muitos trabalhadores. Não posso ser contra [a ideia].

Principais pontos da reforma

Na quarta-feira (10), a Câmara dos Deputados aprovou, em primeiro turno, o texto-base da reforma da Previdência. Estudo da Instituição Fiscal Independente apresenta os principais pontos e estima o impacto fiscal do novo formato da proposta, em comparação com a versão original (veja detalhes na galeria de imagens acima). O segundo turno deve ficar para o segundo semestre. Só depois de uma nova aprovação a proposta virá para o Senado.

Nos dias seguintes, os deputados analisaram destaques que pretendiam modificar pontos específicos do texto, a maioria foi rejeitado, mas vingaram os regimes especiais para policiais da União e para professoresa redução do tempo de contribuição para homens e as novas regras sobre a concessão de pensões.

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Alienação Parental volta a ser debatida na Comissão de Direitos Humanos

A relatora do projeto que extingue a Lei da Alienação Parental, senadora Leila Barros, quer mais debates para aprofundar o conhecimento sobre o assunto antes de elaborar seu parecer

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Projeto de Lei do Senado 498/2018, que propõe a revogação da Lei da Alienação Parental (LAP – Lei 12.318, de 2010), será discutido em mais uma audiência pública da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), marcada para a próxima segunda-feira (15), às 10h. O pedido para o debate foi feito pela relatora da matéria, senadora Leila Barros (PSB-DF).

O PLS 498/2018 é de autoria do ex-senador Magno Malta, e decorreu dos trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Maus-Tratos, criada em 2017. Em junho, debatedores divergiram sobre o assunto na CDH. Enquanto apoiadores da proposta destinada a revogar a LAP questionaram os efeitos da lei e o próprio conceito de alienação parental, outros especialistas criticaram a falta de meios para tornar a LAP mais efetiva.

Leila Barros, no entanto, defende que a discussão seja aprofundada, antes de elaborar seu parecer. A audiência pública acontecerá na sala 6 da Ala Senador Nilo Coelho, com as presenças de representantes dos tribunais de Justiça do Rio de Janeiro, Mato Grosso e Distrito Federal e Territórios.

COMO ACOMPANHAR E PARTICIPAR

Participe: 
http://bit.ly/audienciainterativa
Portal e-Cidadania:
senado.leg.br/ecidadania
Alô Senado (0800 612211) 

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Mega-Sena sorteia hoje prêmio de R$ 2,5 milhões

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A Mega-Sena sorteia hoje (13) o prêmio de R$ 2,5 milhões. As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) deste sábado, em qualquer casa lotérica credenciada pela Caixa.

O bilhete simples, com seis dezenas, custa R$ 3,50. O sorteio será realizado Espaço de Loterias da Caixa, em São Paulo, a partir das 20 horas.

Na última quinta-feira (11), um apostador de Curitiba levou prêmio de R$ 8,1 milhões do concurso 2.168. Os números sorteados foram 01, 04, 25, 27, 29 e 37.

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