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Governo realiza primeiras cirurgias cardíacas pediátricas congênitas no Tocantins

No dia 27 de setembro foram realizadas em Araguaína dois procedimentos cirúrgicos

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Tocantins entra para o seleto grupo de estados com serviços de cirurgias cardíacas pediátricas congênitas, procedimento de alta complexidade que irá atender a demanda reprimida de pacientes que estavam sendo encaminhados para outros estados. No dia 27 de setembro foram realizadas em Araguaína, no Hospital Dr. Eduardo Medrado, dois procedimentos cirúrgicos em crianças de dois e quatros anos que aguardavam na Central Nacional de Regulação de Alta Complexidade (CNRAC). As cirurgias foram um sucesso e ambas crianças passam bem, sendo acompanhadas pela equipe multiprofissional do Hospital.

Os procedimentos foram possíveis após união de esforços do Governo do Estado por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), em parceria com o Ministério da Saúde, a secretaria Municipal de Saúde de Araguaína e o Hospital de Araguaína Dr. Eduardo Medrado. As primeiras cirurgias cardíacas pediátricas realizadas no Tocantins, até então inéditas dentro do Sistema Único de Saúde do Estado, figuram como marco histórico devido à grande demanda de pacientes que necessitam desse tipo de atendimento.

Segundo o secretário de Estado da Saúde, Dr. Edgar Tollini “a partir de agora as cirurgias cardíacas pediátricas passam a ser realizadas em território tocantinense, sem a necessidade de deslocamentos para outros estados. Esse atendimento no domicílio proporciona aos pacientes e seus acompanhantes uma melhora significativa na qualidade do serviço prestado, além da redução de gastos com a realização das cirurgias dentro do Estado”, ressalta.

De 2016 a 2018, o Estado do Tocantins gastou cerca de dez milhões de reais com transferência de pacientes para outros Estados em busca de tratamento cirúrgico cardíaco, este total foi gasto com a transferência de apenas 52 crianças que buscaram o atendimento via judicial. Se contabilizados os pacientes regulados pela CNRAC, este gasto é muito maior, pois no mesmo período foram transferidas 136 crianças. As transferências são onerosas, pois incluem gastos com transporte UTI aérea ou terrestre, passagens e ajuda de custo para Tratamento Fora de Domicílio (TFD).

Atualmente existem cerca de 11 centros de tratamentos cardíacos pediátricos no país, sendo que a maioria deles está localizada no Sul e Sudeste. Com a implantação do serviço, o Tocantins se torna referência para a região norte e nordeste, dando um grande salto na qualidade dos atendimentos prestados de alta complexidade para crianças. Araguaína assim se consolida como centro de atendimento de alta complexidade em pediatria, pois já conta com serviços de UTI pediátrica, cirurgias gerais e agora cirurgias cardíacas de alta complexidade.

A cirurgia

Uma equipe de mais de 20 profissionais foi mobilizada na realização de duas cirurgias cardíacas pediátricas. As crianças Rhianna Milhomem Cavalcante, de dois anos e o pequeno Enzo Alves Campos, de quatro anos foram submetidos a procedimentos de ventriculosseptoplastia e atriosseptoplastia.

A equipe foi comandada pelo cardiologista Dr. Arthur Henrique de Souza, cirurgião cardiovascular pediátrico, com experiência de mais de mil procedimentos realizados. O cirurgião foi acompanhado pelo médico cardiologista, João Alberto Pansani.  No pós-operatório as crianças recebem atendimento na Unidade de Tratamento Intensivo Pediátrica (UTIped) do Hospital sob o comando do responsável técnico, Dr. Márcio Brito e intensivistas da UTI pediátrica.

Com a implantação do serviço em Araguaína, cerca de 30 procedimentos poderão ser feitos mensalmente, diminuindo as filas de espera e a angústia dos familiares que poderão acompanhar de perto o tratamento as crianças.

As cirurgias foram comemoradas pelas mães das crianças. Maria Márcia Araújo Cavalcante, residente de Paraíso do Tocantins, mãe da Rhianna, relatou seu alívio com a realização da cirurgia. “Com diagnóstico realizado no Hospital Geral de Palmas, começou a espera pela cirurgia, que poderia ser feita em São Paulo, Minas Gerais ou Rio Grande do Sul, locais distantes, o que me deixava angustiada. Agora com a cirurgia feita aqui perto de casa, estou aliviada e logo estaremos em casa,” celebra.

Edivânia Sousa Alves, após a realização da cirurgia do filho Enzo, falou sobre sua satisfação em poder ter o tratamento do seu filho perto de casa. Enzo poderia ser atendido em Goiânia, cidade distante 1.300 km de Sitio Novo, onde mora com a família. “Poder ter este atendimento aqui no Estado vai ajudar muitas famílias, dando oportunidade para muitas crianças. O atendimento do hospital é ótimo, os profissionais são atenciosos, meu sentimento é de gratidão e alívio, estamos tranquilos; agora é aguardar o retorno para casa, felizes”, afirma.

 

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Controle da raiva dos herbívoros são mantidas com medidas de vigilâncias ativas constantes

Raiva é uma zoonose transmissível do animal para o homem, que causa prejuízos econômicos aos produtores rurais com a perda de animais

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Adapec investiga focos da doença, monitora e cadastra abrigos e realiza a captura de morcegos hematófagos, principal transmissor da raiva

Referência na região Norte do Brasil, o Programa Estadual de Controle da Raiva dos Herbívoros do Tocantins (PECRH) mantém um sistema de controle da doença por meio de ações de vigilâncias ativas e orientação aos produtores rurais. Este trabalho tem surtido resultados positivos sobre a zoonose no Estado.

Considerada como uma zoonose (transmissível do animal para o homem), a raiva causa também prejuízos econômicos aos produtores rurais com a perda de animais, “por isso a Agencia de Defesa Agropecuária (Adapec) possui um programa de controle da raiva estruturado, que atende os produtores em todo o Tocantins,” destaca o presidente da Agência, Alberto Mendes da Rocha.

Entre as ações desenvolvidas pelo programa estão: investigação de focos da doença, monitoramento e cadastramento de abrigos, captura de morcegos hematófagos, principal transmissor da raiva, promoção de palestras e orientações aos produtores rurais, comunidades rurais e escolas, e treinamento de equipes de agentes de saúde que atuam na zona rural dos municípios.

Só em 2019, a Adapec atuou no controle da raiva dos herbívoros em 55 municípios do Estado, onde realizou 482 vigilâncias ativas, promovendo orientação sobre a zoonose para mais de mil pessoas e capacitação para outras 473 pessoas. Foram capturados 1.199 morcegos hematófagos, com monitoramento de 92 abrigos e cadastrado de 98 novos abrigos. Houve registro de 17 focos.

Sintomas

Segundo o responsável técnico pelo PECRH, José Emerson Cavalcante, os produtores rurais devem ficar atentos aos sintomas da doença. “O animal que é infectado pelo vírus rábico, transmitido pelo morcego hematófago, apresenta alguns sintomas como isolamento do restante do rebanho, apatia, perda de apetite, salivação abundante e dificuldade para engolir. Com a evolução da doença, tem movimentos desordenados, tremores musculares, ranger de dentes, decúbito lateral e morte,” esclarece.

A Agência alerta que o produtor deve evitar o contato direto com animais que apresentam sintomatologia nervosa. Qualquer dúvida ou denúncia em relação à defesa agropecuária, o produtor pode entrar em contato também, por meio do Disque Defesa no 0800 63 11 22.

 

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Projeto Cartas de Esperança leva produção aos pacientes e profissionais de saúde em tempo de pandemia

Textos foram produzidos por mais de 30 estudantes do ensino médio da Escola Estadual Elisangela Glória Cardoso

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Cartas de Esperança continuam com ações envolvendo profissionais de saúde

As atividades desenvolvidas no Projeto Cartas de Esperança, da Escola Estadual Elisângela Glória Cardoso, de Palmas, continuam com o trabalho abrangendo mais pessoas. Quando o trabalho começou, em 2019, o público-alvo era os pacientes internados no Hospital Geral de Palmas (HGP), com o objetivo de treinar a escrita, por meio da produção de cartas, bem como ter empatia colocando-se no lugar do outro.

Com as medidas de isolamento e suspensão das aulas, este ano o projeto está sendo executado de forma diferente. A professora Eliana Brito, de língua portuguesa e mentora do projeto, conta que no momento atual, muitas pessoas precisam de um apoio, principalmente aquelas que se encontram internadas.

Dessa forma, segundo Eliana Brito, a estratégia de trabalho para com o projeto mudou. “Estamos trabalhando com a mediação da tecnologia. Os estudantes escrevem as cartas e eu passo na casa deles para pegá-las, e também alguns nos enviam por e-mail. Está funcionando de forma satisfatória, até porque um dos objetivos do projeto é trabalhar a empatia e a solidariedade, o que ocorre com palavras de ânimo e desejo de superação enviadas por meio das cartas”, destaca.

“As visitas aos pacientes estão suspensas, mas, em conversa com a psicóloga que trabalha no HGP, foi possível entregar as cartas”, afirma a professora Eliana Brito.

O resultado do trabalho é observado na fala de quem recebe as cartas. Selvino Alves Oliveira, paciente, conta como se sentiu. “Eu me senti muito feliz em receber a cartinha. Trouxe mais força para viver, mais confiança e fé em Deus”, agradece Eliana Brito.

A professora ainda enfatiza que as cartas são gêneros textuais que fazem parte do currículo escolar e que a metodologia de trabalho torna mais prática a aprendizagem. “A inspiração para o Projeto Cartas de Esperança veio de um programa de televisão. Então adaptei para a prática em sala de aula, aproveitando as experiências que podem fazer parte da vida dos estudantes. Essa é uma forma de fixar o conhecimento e de fazer com que os alunos desenvolvam a capacidade de se colocar no lugar do outro, que sejam capazes de se solidarizar com quem está precisando de uma mensagem de esperança”, finaliza.

 

 

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Governo do Tocantins amplia testagem para Covid-19 na região norte do Estado

Ampliação ocorre em parceria com a Universidade Federal do Tocantins, na região com maior incidência da doença no Estado

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Inicialmente a parceria irá garantir maior acesso aos testes RT-PCR para a região norte do Estado

Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES) e Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen/TO), firmou parceira com a Universidade Federal do Tocantins (UFT) para ampliação de testagem para o novo Coronavírus, causador da Covid-19, no Estado. Inicialmente a parceria irá garantir maior acesso aos testes de Reação em Cadeia da Polimerase em Tempo Real (RT-PCR) para a região norte do Estado, com a avaliação da possibilidade da estruturação do serviço nas dependências da Universidade em Araguaína. A equipe gestora/técnica do Lacen irá realizar vistoria na Unidade da UFT em conjunto com representantes do Comitê Extraordinário Covid-19 da Universidade.

A diretora do Lacen-TO, Jucimária Dantas Galvão, explicou que a parceria será implementada na região norte, Araguaína, onde há uma maior demanda por testes e a necessidade do atendimento com maior agilidade, especialmente dos pacientes hospitalizados. “O Lacen-TO realizará uma visita in loco nos laboratórios da UFT para verificar a possibilidade de certificação dos laboratórios seguindo as normas nacionais de Saúde Pública, sendo previsto a visita ao Câmpus de Araguaína, para o início de junho”, afirma a Diretora.

O Lacen-TO é o responsável no Estado pela realização dos testes de RT-PCR, que identifica a presença do gene do vírus Sars-CoV-2, esta metodologia é reconhecida e recomendada pelo Ministério da Saúde como padrão ouro para o diagnóstico da doença. O Lacen-TO possui em estoque 50.080 testes de amplificação RT-PCR (Biomaguinhos/IDT) e atualmente tem capacidade para processar 500 análises por dia.

A UFT solicitará o cadastro dos laboratórios de pesquisa situados em Araguaína, Palmas e Gurupi para a realização de exames diagnósticos via RT-PCR para auxiliar o Lacen-TO em ampliar a oferta e dar agilidade nos resultados dos exames, principalmente na região norte, região com maior incidência da Covid-19 no Tocantins. Os dados demonstram que a região de Saúde Médio Norte Araguaia (Araguaína) possui incidência de 575,75 casos por 100 mil habitantes e a região do Bico do Papagaio conta com 229,27 casos por 100 mil habitantes.

Participaram da reunião para definição da parceria a superintendente de Vigilância em Saúde, Perciliana Joaquina Bezerra de Carvalho; a diretora do Lacen-TO, Jucimária Dantas Galvão; a responsável pela Rede de Laboratórios e Gestão da Qualidade, Anyelli Siqueira da Cunha, a responsável pelo setor de Biologia Molecular do Lacen-TO, Sirlene Borges Damasceno; o pró-reitor de Pesquisa, Pós-graduação e Inovação, professor Raphael Sanzio Pimenta e o membro do Comitê Extraordinário COVID-19 da UFT, professor Flávio Milagres.

 

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