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Em Palmas já foram realizados 1.860 testes para a Covid-19

Nos próximos dias, a Semus fará uma pesquisa por amostragem para identificar a evolução da doença e subsidiar o poder público na tomada de outras decisões

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Até a tarde desta quinta-feira, 21, o Laboratório Municipal de Palmas e também os privados da cidade já realizaram 540 testes rápidos de Covid-19 e 63 testes sorológicos. O Laboratório Central do Estado (Lacen) e também os privados fizeram 1.257 exames PCR ( proteína C-reativa), que são os testes para diagnosticar a presença do vírus. Ao todo, nos laboratórios públicos e particulares já foram testadas 1.860 pessoas na Capital, destas 355 foram positivas para o novo coronavírus e 1.543 casos descartados e quatro pessoas foram a óbito.

Os dados da Secretaria Municipal da Saúde (Semus) mostram que 19,10% dos exames realizados apontaram positivo para a doença e 80,90% negativo. Sendo que 67,60% foram testes PCR; 3,40% testes sorológicos e 29% testes rápidos. O teste rápido e outras sorologias são realizados através de amostra de sangue e o PCR utiliza amostra de secreção do nariz e garganta do paciente com suspeita de Covid-19.

Em Palmas, até esta quinta-feira, 21, foram notificados para síndromes gripais 4.022 pessoas, e desse total 47% foram testados. Muitos desses casos apresentam sintomas gripais leves, porém é necessário aguardar pelo menos sete dias desde o surgimento dos sintomas para que o teste de detecção de anticorpos seja feito. Antes desse prazo os anticorpos não são perceptíveis.

O teste rápido é feito através do sangue e em até 48 horas é informado o resultado. Já o PCR é feito em até 72 horas e quem realiza é o Laboratório Central do Estado.

Para a diretora de Vigilância Epidemiológica em Saúde de Palmas, Marta Malheiros, a realização desses testes é importante porque amplia o diagnóstico da doença na cidade e a oportunidade das ações de vigilância, além de reforçar a exigência de cumprir o isolamento domiciliar. “Os testes rápidos funcionam como detectores de anticorpos da síndrome respiratória causada pelo novo coronavírus nas amostras de sangue, soro ou plasma humano”.

Testes

Nos próximos dias, a Semus também vai fazer uma pesquisa por amostragem para identificar a evolução da doença e subsidiar o poder público na tomada de outras decisões.

No final do mês passado, o Laboratório Municipal de Palmas recebeu uma nova remessa com 2.500 testes rápidos para detecção do novo coronavírus. Parte do novo estoque foi enviada pelo Ministério da Saúde e a outra parte adquirida pela Semus. A pasta aguarda também a chegada de uma nova remessa de testes nos próximos dias, o que ampliará ainda mais a capacidade de testagem do Município.

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Palmas terá reabertura gradual do comércio e serviços a partir de 08 de junho, confira as novas fases

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Segundo a secretária de Desenvolvimento Econômico, Mila Jaber, Palmas está na fase amarela com flexibilização já de vários comércios o que representa quase 75% já abertos

Durante live e na presença da imprensa, a prefeita Cinthia Ribeira anunciou na manhã desta sexta-feira, 29, o Plano Estratégico de Reabertura Econômica de forma gradual e com protocolos específicos de segurança para cada setor do comércio e serviços na cidade de Palmas. A gestora destacou que a flexibilização do comércio iniciou ainda em abril com a autorização de alguns segmentos, e que essas novas etapas vão exigir protocolos mais rígidos de segurança específico para cada setor.

A partir de 08 de junho, a fase ‘A’ do programa prevê a abertura do comércio varejista, concessionárias, lojas de departamento, praças e parques, respeitando os protocolos, higienização local, disponibilidade de dispensers para álcool em gel, uso de máscaras e o distanciamento mínimo de 1,5 metros. Para o dia 15 de junho, a fase ‘B’ compreende a reabertura dos shoppings, com exceção dos entretenimentos, como cinema e praça de alimentação, que ainda não tem previsão de reabertura, por requerer um protocolo ainda mais rigoroso; abertura de restaurantes, academias, escolas de natação e esportes.

As datas foram estabelecidas com embasamento técnico de estudos realizados pelo Centro de Operações de Emergência em Saúde (COE Palmas Covid-19), amparado pelo cenário epidemiológico da Capital. “E estamos dando esse prazo, para que as empresas tomem as medidas sanitárias e possam treinar suas equipes para esse novo formato de atendimento. Mas se observarmos que esse movimento possa comprometer os nossos leitos e respiradores, poderemos recuar e apresentar uma nova data”, completou a prefeita.

Ela destacou que o momento não é de dar um passo maior sem segurança. “Não cederemos ao capricho de pessoas que não compreendem esse momento, pois não vamos sair da quarentena, não vamos abandonar as regras de segurança, uma vez que não podemos negar que este vírus existe, não podemos negar o enfrentamentos que ainda precisamos tomar”.

Protocolos de segurança

Sobre os protocolos específicos já estabelecidos para cada setor, a gestora explicou que é uma forma de dividir responsabilidade entre o poder público, empresas e representações de classe. Um termo de responsabilidade deverá ser assinado por cada estabelecimento, se comprometendo a cumprir as recomendações dos protocolos e da Vigilância Sanitária do Município, e deverá estar visivelmente fixado no local o compromisso firmado para sua reabertura. Em caso de descumprimento, o estabelecimento poderá ser fechado pela Vigilância Sanitária. E as representações de classe ficarão responsáveis por fazer capacitação com cada seus empresários.

Reordenamento de horário

Dentro do plano de tentativa de volta à nova realidade, da forma mais normal possível, Cinthia Ribeiro foi enfática que os estabelecimentos agora vão precisar trabalhar de forma escalonada, não podendo mais funcionar de 8 às 18 horas, para não impactar no transporte público, provocando assim aglomerações.

Transporte público

Antes do início da quarentena o transporte público em Palmas era de quase 100 mil embarques/dias, atualmente a média é de 23 mil embarques/dia. Durante esses dois meses o sistema vem passando por mudanças para atender as normas de segurança. E para a retomada de outros setores do comércio, o secretário de Segurança e Mobilidade Urbana (Sesmu), Durval Ribeiro, disse que a fiscalização será redobrada e caso os agentes de trânsito e transporte verifiquem que precise colocar mais veículos para circular, a empresa será acionada imediatamente e para que sejam disponibilizados mais coletivos

Cenário epidemiológico que possibilita a retomada

Para o secretário Municipal de Saúde, Daniel Borini, o cenário epidemiológico da Covid-19 em Palmas não está controlado, mas sob controle. A continuidade disso vai depender da atitude das sociedade e dos empresários nessa fase de retomada de outros setores do comércio.

Em sua apresentação, o gestor mostrou a evolução do número de casos, que aponta uma redução da velocidade de transmissão do vírus em Palmas, provocada principalmente pelas medidas adotadas até o momento. “Hoje os números de recuperados são maiores que os casos que estão em acompanhamento e podem ainda agravar. Hoje temos nossas UPAs preparadas, para caso haja uma superlotação dos hospitais, termos como assistir os paciente. Lembrando que não é competência das UPAs, mas como vimos em outras cidades, aqui estaríamos preparados”.

Segundo o relatório apresentado, nas UPAs têm alas exclusivas para portadores do novo coronavírus, sendo que que na UPA Norte tem 12 leitos e seis respiradores, e na UPA Sul nove leitos e seis respiradores. Palmas conta com 18 leitos de UTI na rede pública e 16 na rede privada. “Ontem não tínhamos nenhum paciente ocupado esses leitos, hoje temos um”, ressalta o secretário.

Quanto aos leitos clínicos, sejam eles nos hospitais públicos ou privados, o município de Palmas conta com 20 públicos e 25 leitores clínicos privados, exclusivos a pacientes da Covid-19. A baixa no número de ocupação hospitalar em Palmas foi outro fator para que o município pudesse flexibilizar ainda mais o comércio. “Em Palmas, a ocupação nunca passou de 35% , quer seja de leitos clínicos, quer seja de UTI”, complementou o secretário.

Cinthia Ribeiro lembrou ainda que a média e alta complexidade hospitalar não é de responsabilidade do município, “Mas Palmas não está se eximindo de sua responsabilidade dentro desse cenário epidemiológico”, Só complementa, disse a gestora remetendo à explanação do secretário Daniel de que as duas UPAs de Palmas possuem alas com respiradores preparadas para receberem tais pacientes, caso precise, reforçando que até o momento não houve nenhuma internação nesses leitos exclusivos para pacientes da Covid-19.

Plano de retomada

Construído de forma integrada e alinhada, priorizando a vida e saúde da população palmense, o Plano Estratégico de Reabertura Econômica vem após diálogo da gestão com a classe empresarial, que juntos definiram estratégias e os protocolos de segurança para a retomada gradual, de forma consciente, sem se esquecer das recomendações, práticas e orientações da Organização Mundial de Saúde.

Segundo a secretária municipal de Desenvolvimento Econômico e Emprego, Mila Jaber, a retomada do crescimento econômico foi feito com base em algumas fases: Na fase vermelha, com maior contaminação, foi feito apenas a liberação para serviços essenciais; na fase laranja, ainda em abril foi feita eventuais liberações, como alguns serviços. Hoje, Palmas está na fase amarela com flexibilização já de vários comércios o que representa quase 75% já abertos.

“Para o mês de junho vamos dar um passo na fase azul que é a abertura parcial, como a abertura do comércio varejista, shopping, academias. Para a fase verde, quando a doença tiver mais controlada, teremos a abertura das demais atividades” completou a secretária. Sobre as demais atividades, o município ainda não estipulou data para a reabertura.

Segundo o relatório apresentado pela secretária, Palmas conta com 37 mil empresas. Atualmente 74,93% já estão abertas e 25,07 % são as que estão proibidas de funcionar, e dentro desse percentual também estão bares e restaurantes que estão funcionando parcialmente.

Fase A – a partir de 08 de junho

Abertura do comércio varejista, concessionárias, lojas de departamento, parque e praças.

Fase B – a partir de 15 de junho

Abertura de shopping, restaurantes, academia, escolas de natação e esportivas.

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Entenda como funciona o monitoramento dos casos suspeitos e confirmados de Covid-19 em Palmas

Mesmo que haja melhora ou não evolução dos sintomas, o paciente continua em observação em casa durante o tempo preconizado para o isolamento

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O protocolo de monitoramento para os pacientes com o novo coronavírus segue as recomendações do Ministério da Saúde. A orientação para o isolamento domiciliar é determinada para pacientes confirmados para Covid-19 que não apresentam sintomas graves, pessoas com síndrome gripal e aquelas que tiveram contato com alguém suspeito ou confirmado para o vírus. Já os pacientes em estado crítico são atendidos nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e caso não apresentem melhoras são encaminhados ao Hospital Geral de Palmas (HGP).

O paciente tem direito a atestado médico durante 14 dias, a partir do início dos sintomas. Durante esse tempo, também deve ser informado e orientado sobre os sinais de gravidade da doença a cada 48 horas para pacientes sem comorbidades e a cada 24 horas para os pacientes com doenças de base (comorbidades) pela Equipe de Saúde da Família (ESF) ou do Centro de Operações de Emergências (COE) por esses 14 dias ou até o desaparecimento dos sintomas.

Sintomas

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, são feitos questionamentos sobre sintomas como febre, tosse, dificuldade respiratória, entre outros. E mesmo que haja melhora ou não evolução dos sintomas a pessoa continua em observação em casa.

Caso haja agravamento dos sintomas um médico realiza o teleatendimento e explica onde buscar atendimento caso seja necessário, no Centro de Saúde da Comunidade (CSC) mais próximo, ou, se apresentar gravidade na evolução dos sintomas, buscar atendimento na emergência nas UPAs.

Síndrome Gripal

Já nos casos de síndrome gripal com comorbidade e grupos prioritários (idosos e gestantes), a equipe do COE (analistas em saúde e médicos), em conjunto com o Centro de Saúde, acompanham por telefone a cada 24 horas. Para as demais pessoas é realizado a cada 48 horas. Todos são monitorados por 14 dias ou até a finalização dos sintomas.

Seguindo recomendações do Ministério da Saúde, nestes casos não será necessária a coleta de amostras para análise laboratorial. A alta é clínica com a finalização dos sintomas por pelo menos 72 horas. Após essa identificação, um médico do Centro de Operações de Emergência (COE) liga para o paciente e avalia a alta.

Conforme a diretora de Vigilância em Saúde, Marta Malheiros, os casos de síndrome gripal que não apresentem sintoma de gravidade devem permanecer em isolamento domiciliar por 14 dias, sendo monitorado a cada 48 horas.

Ainda segundo Malheiros, a recomendação aos familiares do paciente positivo, que residam no mesmo endereço, mesmo que assintomáticos, é que fiquem em isolamento mediante o atestado médico ou preenchimento do termo de notificação de isolamento. “Porém, é necessário avaliação de cada caso, considerando também se o ambiente residencial é adequado e se o enfermo é capaz de seguir as medidas de precaução recomendadas pela equipe de saúde”, acrescenta.

A Vigilância Epidemiológica ressalta que todos os pacientes são alertados para a possibilidade de piora tardia do quadro clínico e sinais de alerta de complicações como: aparecimento de febre (podendo haver casos iniciais sem febre), elevação ou recrudescência de febre ou sinais respiratórios, taquicardia, dor pleurítica, fadiga e dispneia. “A presença de qualquer sinal de alerta deverá determinar o encaminhamento para avaliação clínica nas unidades de pronto atendimento ou hospitais”, reforça.

Monitoramento

A Semus realiza o monitoramento como caso suspeito de paciente com quadro respiratório agudo, caracterizado por sensação febril ou febre, mesmo que relatada, acompanhada de tosse ou dor de garganta, coriza e dificuldade respiratória.

Os casos de síndrome gripal, a notificação é realizada na Plataforma FormSus pelos Centros de Saúde da Comunidade, Unidades de Pronto Atendimento ou hospitais. “Após o recebimento da notificação será avaliado em qual monitoramento o paciente será incluído”, enfatiza a diretora.

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Covid-19: trabalhadores que atuam na limpeza dos espaços de saúde serão capacitados sobre práticas de desinfecção dos ambientes

Os tutores vão obedecer todas as recomendações da OMS sobre evitar aglomeração de pessoa

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Para garantir maior segurança aos trabalhadores que atuam na área da limpeza dos espaços de saúde na rede de Palmas, a Fundação Escola de Saúde Pública de Palmas (Fesp) dá início neste sábado, 30, a partir das 7h30, a formação sobre as melhores práticas disponíveis para a limpeza e desinfecção dos ambientes, principalmente, no controle da Covid-19. A formação ocorrerá na sede da Fundação Escola de Saúde Pública de Palmas (Fesp), situada no prédio do Instituto Vinte de Maio, onde o primeiro grupo de profissionais vai passar pela formação.

De acordo com a chefe de Educação em Saúde da Fesp, Socorro Sarmento, a higiene e limpeza ambiental nos serviços de saúde são ações primordiais para prevenção e controle de infecções relacionadas à assistência à saúde, enfocando o controle do novo coronavírus. “A higienização faz parte de um processo crucial que pode interromper ou diminuir o aumento do número de casos no nível local, sendo sua eficiência fundamental, para os pacientes e servidores que estão nos serviços de saúde. Os servidores que atuam na limpeza devem estar totalmente assegurados, tanto pelo uso dos equipamentos e materiais adequados, como pelo treinamento, ainda mais num quadro como o da pandemia, que está ocorrendo atualmente”, explica destacando que a formação vai abordar as melhores práticas neste período de pandemia, o que contribui para a prevenção da propagação do coronavírus.

Na programação está previsto que todos os auxiliares de serviços gerais (ASGs) que trabalham na rede passem pela formação. Durante a formação serão tratados os seguintes temas: o manuseio e utilização dos equipamentos para Higiene e Limpeza dos ambientes da rede de saúde; técnicas de paramentação e desparamentação que devem ser utilizadas pelo ASGs; armazenamento e descarte dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e resíduos contaminados e não contaminado; treinamento sobre o protocolo a ser realizado em caso de contaminação através de fluidos e a limpeza imediata ou terminal do serviço.

Contaminação pelo coronavírus

De acordo com pesquisas realizadas pelos órgãos de saúde, o novo coronavírus (Covid-19) é capaz de persistir vivo por até nove dias em superfícies de metal, vidro ou plástico, tais como maçanetas, corrimãos, saboneteiras, torneiras, interruptores de luz, bancadas, entre outros, a não ser que seja minuciosamente eliminado por um protocolo de limpeza preciso e específico.

A inativação do vírus pode ser alcançada após um minuto com uso de desinfetantes como etanol a 70% ou hipoclorito de sódio (principal componente da água sanitária). Recomenda-se uso de álcool a 70% para desinfecção de equipamentos de uso comum (como termômetro, estetoscópio) ou pequenas áreas e de hipoclorito de sódio a 0,5% para desinfecção de superfícies.

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