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Doria chama ministros da Cultura e Educação para governo de São Paulo

O governador eleito de São Paulo, João Doria, já escolheu três ministros do atual governo para compor seu secretariado. Além do ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, farão parte do próximo governo estadual, Rossieli Soares (Educação) e Sérgio Sá Leitão (Cultura).

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O governador eleito de São Paulo, João Doria, já escolheu três ministros do atual governo para compor seu secretariado. Além do ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, farão parte do próximo governo estadual, Rossieli Soares (Educação) e Sérgio Sá Leitão (Cultura). Conforme anúncio feito hoje (6) por Doria, Rossieli e Sá Leitão ficarão nas mesma áreas em que atuam, à frente das secretarias de Educação e Cultura, respectivamente.

Na campanha eleitoral, Doria criticou o governo federal, provocando reações do presidente Michel Temer. Em um vídeo publicado nas mídias sociais, Temer respondeu ao então candidato a governador de São Paulo, usando o título “Desacela @jdoriajr”. “Quando ocupou por brevíssimo tempo a prefeitura de São Paulo, você me pediu muito auxílio ao governo federal. E nós demos. […] Peço a você que não falte a verdade”, cobrou Temer em setembro.

Na ocasião, o presidente orientou Doria a não seguir os conselhos de sua assessoria e manter suas características na propaganda eleitoral. “Você que tanto enalteceu meu governo, não é por causa das eleições que vai mudar suas características. Aliás, se quisermos dar um exemplo nesta eleição, devemos nos comportar como somos, não como muitas vezes, penso eu, o marqueteiro talvez te aconselhe. Eles estão equivocados porque ferem os critérios morais que devem pautar a sua conduta e de todos os candidatos”, disse o presidente, no vídeo.

Em junho do ano passado, ao defender que o PSDB continuasse apoiando o governo Temer, Doria disse que o partido teria de escolher entre “o ruim e o péssimo”. Para Doria, naquele momento, quando Temer estava prestes a ser denunciado ao Supremo Tribunal Federal, o péssimo seria deixar a base e empurrar o Brasil para uma crise econômica profunda.

Economia criativa
A pasta a ser comandada por Sá Leitão passará a se chamar Secretaria de Cultura e Economia Criativa, para dar destaque ao aspecto empreendedor do setor. “É uma visão pragmática da cultura, da cultura do ponto de vista de negócios, sobretudo do empreendedorismo, da pequena e média empresa”, enfatizou Doria, durante entrevista coletiva, ao lado dos futuros secretários.

Sá Leitão lembrou que a cultura responde por 3,9% do Produto Interno Bruto de São Paulo. “É a maior participação desse setor no PIB estadual no nosso país”, ressaltou. Além disso, estão no estado, segundo o ministro, 40% de todos os empregos gerados pela economia criativa no país.

Como secretário, Sá Leitão disse que pretende facilitar o empreendedorismo e oferecer formação para os profissionais trabalharem com atividades ligadas à cultura. “Uma preocupação em gerar melhor ambiente de negócios possível para essas atividades. Ou seja, facilitar a ação e atuação dos empreendedores culturais e criativos, para que o Estado não seja um obstáculo, seja um impulsionador dessas atividades”, enfatizou.

Apesar da ênfase no aspecto econômico, Sá Leitão disse que será mantida a atenção à cultura fora do circuito comercial. “Claro que as atividades culturais e criativas se justificam e o apoio público a elas se justifica pelo seu impacto na formação dos indivíduos, pelo reforço dos elos identitários, pela questão do senso do pertencimento, da imagem”, acrescentou.

Escola sem partido
Ao ser questionado sobre sua posição sobre o projeto de lei da Escola Sem Partido, Doria disse ser favorável à medida. “Escola é local de aprendizado, não é local de se fazer política. Política se faz fora da escola”, afirmou o governador eleito, antes de que o futuro secretário falasse sobre o tema.

Rossieli reafirmou sua posição de que uma lei contra a pregação política nas escolas é desnecessária. Ele destacou, entretanto, que não deve haver partidarização dos conteúdos repassados aos alunos. “Não pode ter partidarização, ideologia de nenhuma espécie na escola, seja de direita, de esquerda, de cima ou de baixo. Nós não podemos nos permitir ficar nessa discussão enquanto nossas crianças não estão sendo alfabetizadas, e o nosso ensino médio andou para trás”, disse.

Na última quarta-feira (31), foi adiada a votação na Câmara dos Deputados do Projeto de Lei 7.180/2014. A proposta inclui entre os princípios do ensino o respeito às convicções do aluno, de seus pais ou responsáveis, dando precedência aos valores de ordem familiar sobre a educação escolar nos aspectos relacionados à educação moral, sexual e religiosa.

Os projetos são polêmicos. Por um lado, defensores acusam professores e autores de materiais didáticos de se utilizarem de suas aulas e obras para tentar obter a adesão dos estudantes a determinadas correntes políticas e ideológicas.

Já os críticos dizem que as leis atuais impedem qualquer tipo de abuso por parte dos professores e que um projeto como o Escola sem Partido vai gerar insegurança nas salas de aulas e perseguição aos docentes.

Ensino técnico
Rossieli disse que uma das ênfases da sua gestão será o ensino técnico. “A Secretaria de Educação precisa estar próxima das escolas técnicas, apoiando e dando oportunidade para os jovens”, ressaltou.

Além disso, Doria disse que pretende buscar financiamento privado para as universidades estaduais de São Paulo. “Nós vamos criar toda a facilidade possível, se necessário no âmbito legal com apoio da Assembleia Legislativa, para que contribuições dessa natureza possam ser destinadas às universidades paulistas. Acredito que não faltarão pessoas e instituições com desejo de cooperar com as universidades”, disse.

Em resposta à Agência Brasil, o Ministério da Educação informou que Rossieli aceitou “o desafio para fazer o melhor pela educação de São Paulo, que tem a maior rede pública estadual de educação de todo o Brasil”. Segundo o MEC, ele continuará no cargo até o fim deste ano.

 

EBC

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Seguro-desemprego é reajustado em 3,43%

Parcela máxima passa para R$ 1.735,29

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A correção de 3,43% corresponde à inflação medida pelo INPC no ano passado

O empregado demitido sem justa causa terá o seguro-desemprego corrigido em 3,43%, correspondente à inflação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) no ano passado, informou hoje (18) o Ministério da Economia.

A parcela máxima passará de R$ 1.677,74 para R$ 1.735,29. A mínima, que acompanha o valor do salário mínimo, foi reajustada de R$ 954 para R$ 998. Os novos valores serão pagos para as parcelas emitidas a partir de 11 de janeiro e para os novos benefícios.

Atualmente, o trabalhador dispensado sem justa causa pode receber de três a cinco parcelas do seguro-desemprego conforme o tempo trabalhado e o número de pedidos do benefício. A parcela é calculada com base na média das três últimas remunerações do trabalhador antes da demissão. Caso o trabalhador tenha ficado menos que três meses no emprego, o cálculo segue a média do salário em dois meses ou em apenas um mês, dependendo do caso.

Quem ganhava mais que R$ 2.551,96 recebe o valor máximo de R$ 1.735,29. Quem ganha até R$ 1.531,02 tem direito a 80% do salário médio ou ao salário mínimo, prevalecendo o maior valor. Para remunerações de R$ 1.531,03 a R$ 2.551,96, o seguro-desemprego corresponde a R$ 1.224,82 mais 50% do que exceder R$ 1.531,02.

O beneficiário não pode exercer atividade remunerada, informal ou formal, enquanto recebe o seguro. O trabalhador é obrigado a devolver as parcelas recebidas indevidamente, caso saque o benefício e tenha alguma ocupação.

O trabalhador demitido pode pedir o seguro-desemprego pela internet, no portal Emprega Brasil. É necessário ter em mãos as guias entregues pelo ex-empregador ao homologar a demissão, o termo de rescisão, a carteira de trabalho, o extrato do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), a identificação do Programa de Integração Social (PIS) ou do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), Cadastro de Pessoa Física (CPF) e documento de identificação com foto.

EBC

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MEC lança programa para simular nota no Sisu

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O Ministério da Educação (MEC) lançou um simulador que permite os estudantes saberem quanto precisam tirar no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para ingressar no curso que desejam pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu). O simulador está disponível na internet.

Ao entrar na página do simulador, o estudante coloca suas notas das disciplinas de ciências da natureza, ciências humanas, linguagem, matemática e redação de qualquer das edições do Enem que tenha participado. Depois, marca a alternativa “ampla concorrência” ou “lei de cotas” e, se desejar, usa os filtros disponíveis.

Caso deseje uma simulação mais específica, pode ainda selecionar algumas das modalidades de concorrência, a região e a unidade da federação de sua preferência, além do curso e turno desejados.

O simulador faz um comparativo com todas as edições passadas do Enem, desde 2010, quando o Sisu foi implantado pela primeira vez, até 2018, mostrando a menor nota que ingressou em determinada graduação, por universidade e edição do Sisu.

Segundo o MEC, o objetivo é manter o simulador sempre atualizado, com dados da última edição do Sisu, e disponível para acesso durante todo o ano, de forma a incentivar o estudante a melhorar o seu desempenho no Enem para obtenção de vaga no curso de graduação desejado.

O programa foi desenvolvido pela equipe de Business Intelligence da Secretaria Executiva do MEC.

Hoje (18) o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) divulgou as notas do Enem 2018. As inscrições para o Sisu do primeiro semestre começam na próxima terça-feira (22).

EBC

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Brasil é 5º país em ranking de uso diário de celulares no mundo

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Os brasileiros passaram mais de três horas por dia usando o celular em 2018. Essa média colocou o país em 5º lugar no ranking global de tempo dispendido com esse aparelho. O dado é do relatório Estado de Serviços Móveis, elaborado pela consultoria especializada em dados sobre aplicativos para dispositivos móveis App Annie, considerando um dos mais completos do mundo.

Considerando todos os países analisados, os usuários de smartphones ficaram em média três horas por dia usando aplicativos móveis. Os países onde essa mania obteve maior popularidade foram Indonésia, Tailândia, China e Coreia do Sul. No primeiro caso, a média ultrapassou as quatro horas por dia. A lista considerou os dados de clientes de celulares com sistema operacional Android.

Na comparação com 2016, o tempo médio diário usando smartphones cresceu 50%. Na divisão por tipos de aplicações, as redes sociais concentraram 50% das horas gastas nesses aparelhos, seguidas por programas de reprodução de vídeo (15%) e por jogos eletrônicos (10%).

Segundo os autores do estudo, esse índice de consumo é alimentado pelos “micro-momentos cumulativos”, em que as pessoas checam seus celulares, como para conferir e-mails recebidos, mensagens ou atualizações nas linhas do tempo de redes sociais. “A natureza ‘em tempo real’ de dispositivos móveis permitiu um crescimento difundido deste tipo de comportamento dos consumidores”, indica o estudo.

Downloads
No total, os apps móveis somaram quase 200 bilhões de downloads em 2018. O número representou um crescimento de 35% em relação a 2016. A média brasileira de crescimento foi menor no mesmo período, de 25%. A China teve grande participação, sendo responsável por metade dos aplicativos baixados em lojas para sistemas operacionais Android e iOS. Esse desempenho foi 70% maior do que em 2016, quando foi registrado o dobro do ritmo de crescimento médio global.

No tocante ao número de aplicativos instalados, usuários do Japão, dos Estados Unidos e da Coreia do Sul ultrapassaram mais de 100 programas instalados. A média de apps usados, contudo, ficou entre 30 e 40. No caso brasileiro, as médias ficaram em pouco mais de 70 aplicativos instalados e pouco mais de 30 utilizados pelos navegadores.

Mercado
O levantamento também mapeou o tamanho do mercado de aplicações móveis. No total, o segmento movimentou US$ 101 bilhões (R$ 378 bilhões). O índice representou um aumento de 75% em relação a 2016. A China representou quase 40% dos gastos mundiais. A ampliação do mercado no país teve ritmo quase dobrado da média mundial, cerca de 140%. Na Coreia do Sul, as vendas aumentaram 80% no mesmo período.

Com grande parte dos apps disponibilizados gratuitamente, o segmento mais dinâmico do mercado é o de jogos eletrônicos. A comercialização desses programas abocanhou 74% do mercado mundial. Contudo, os apps que não são jogos também ganharam espaço, saindo de US$ 3,7 bilhões (R$ 13,89 bilhões) em receitas em 2013 para US$ 19,7 bilhões (R$ 74 bilhões) em 2018.

Os serviços líderes de mercado foram Netflix, Tinder, Tencent Video, iQIYI e Pandora Music. O 3º e 4º são plataformas de vídeo chinesas, enquanto o 5º é uma empresa que disponibiliza músicas dos Estados Unidos.

Na divisão geográfica, as receitas ficaram concentradas em três grandes polos: China, com 32% dos gastos em empresas sediadas no país; Estados Unidos, com 22% e Japão, com 21%. As cinco maiores empresas do mundo foram a Tencent (China), NetEase (China), Activision Blizzard (Estados Unidos), Bandai Namco (Japão) e Net Marble (Coreia do Sul).

EBC

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