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Defesa diz que vai entrar com habeas corpus em favor de João de Deus

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Com prisão decretada, médium ainda não se apresentou à Justiça

Após a Justiça de Goiás determinar, nesta sexta-feira (14), a prisão do médium João Teixeira de Faria, conhecido como João de Deus, denunciado por abuso sexual, o advogado dele, Alberto Toron, disse que vai entrar com pedido de habeas corpus contra a decisão, que considerou “ilegal e injusta”. “A impetração do habeas corpus não exclui a apresentação do senhor João de Deus”, afirmou Toron.

O advogado acrescentou que ainda não definiu quando o médium deve se apresentar às autoridades. “Só agora tive acesso à decisão do juiz que impôs a prisão preventiva contra o sr. João de Deus. Observo que apenas alguns depoimentos, de poucas vítimas, acompanham o pedido de prisão preventiva, ainda assim, sem os seus nomes.”

O advogado Thales José Jayme, também envolvido no caso, confirmou que João Teixeira de Faria vai se apresentar às autoridades, mas disse que isso não deve ocorrer nesta sexta-feira. “Ele vai se apresentar, ele precisa se apresentar, não há outro caminho que não seja esse, e eu falei com alguns familiares que estão em Anápolis {Goiás] para ver a possibilidade de ele se apresentar, mas não seria hoje – isso eu posso te adiantar com toda a certeza.”

Um terceiro advogado envolvido no caso, Hélio Braga Junior, disse que ainda não teve acesso aos autos do processo e informou que a defesa deve alegar problemas de saúde e idade avançada para evitar a prisão de João de Deus.

Nenhum dos três advogados informou onde o médium está neste momento.

As denúncias contra João de Deus começaram a vir a público na última sexta-feira (7) quando o programa Conversa com Bial, da TV Globo, divulgou as primeiras denúncias de abuso sexual. A partir daí, outras mulheres que afirmam ser vítimas do médium começaram a procurar as autoridades e a imprensa.

 

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Justiça de Goiás aceita mais uma denúncia contra João de Deus

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João de Deus está preso em Aparecidade Goiânia

A juíza Rosângela Rodrigues dos Santos, da Justiça de Abadiânia (GO), aceitou hoje (16) nova denúncia apresentada pelo Ministério Público contra o médium João Teixeira de Faria, o João de Deus, pelos crimes de estupro de vulnerável e violação sexual. Com a decisão, João de Deus passa à condição de réu em dois processos criminais.

O médium está preso desde 16 de dezembro, no Núcleo de Custódia de Aparecida de Goiânia (GO), em função das acusações de crimes sexuais, que teriam sido praticados contra centenas de mulheres. Os advogados negam as acusações.

A denúncia aceita pela magistrada foi feita ontem (15) pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO). De acordo com o MP, 13 casos de crimes sexuais ocorreram entre o início de 1990 e meados de 2018.

As vítimas são do Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo. Uma das mulheres que afirma ser vítima diz ter sofrido abuso em dois diferentes momentos. O primeiro quando ainda era uma criança. O segundo, já adolescente.

Na semana passada, a defesa de João de Deus desistiu do habeas corpus protocolado no Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, a desistência foi uma estratégia processual.

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Aneel apura causa de incidentes em linhas de transmissão de energia

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Incidente deixou indisponível o linhão de transmissão da Usina de Belo Monte

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou, nesta quarta-feira (16), que está acompanhando as ocorrências nas redes de transmissão de energia da Região Norte e também em duas linhas em São Paulo.

Segundo o Operador Nacional do Sistema (ONS), a queda de três torres de linha de energia deixou indisponível o linhão de transmissão da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, desde o fim da noite do último domingo (13). O incidente com as torres ocorreu na divisa dos municípios de Ipameri e Catalão, em Goiás.

As causas da queda ainda estão sendo avaliadas pelo ONS. “Cabe destacar que não houve interrupção de carga devido a essa ocorrência no sistema, sendo atendidos os critérios de operação referentes à tensão e frequência”, diz nota divulgada pelo operador.

De acordo com a Aneel, além do incidente com Belo Monte, estão sendo investigadas ocorrências que causaram indisponibilidade em redes que atuam no escoamento da energia das usinas de Santo Antônio e Jirau. A agência reguladora informa que acionou as empresas responsáveis para que apresentem relatórios detalhados sobre os incidentes nas instalações e as providências adotadas para sanear os defeitos.

“Um problema no sistema de proteção de linhas de responsabilidade da Eletronorte causou restrição nas usinas de Jirau e Santo Antônio. A outra ocorrência, nas instalações da Belo Monte Transmissora de Energia, com queda de torres de transmissão, também causou restrição nas usinas do submercado Norte”, diz a agência.

Segundo a Aneel, no caso de São Paulo, está sendo feita fiscalização conjunta com a Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp) “para apurar o incidente que envolveu uma linha de 88 kV da Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (CTEEP) e uma linha de 13,8 kV da Eletropaulo no último dia 11 [sexta-feira], que provocou corte de carga de 177 MW, afetando o fornecimento de energia em bairros da capital paulista”.

A agência acrescenta que os trabalhos de fiscalização terão continuidade em fevereiro com inspeção nas redes da transmissora e da distribuidora e que essas vistorias são periódicas. “Essa atividade [fiscalização] segue um cronograma anual e na modalidade técnica-comercial avalia a manutenção dos equipamentos, a operação e o atendimento aos clientes. Se for constatada falha de planejamento, operação ou manutenção, as penalidades vão de advertência a multa de até 2% do faturamento anual da empresa”, informou a Aneel. De acordo com a agência, a penalidade não exime o agente da obrigação de tomara as providencias necessárias para sanar o problema.

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Tarifas de embarque em aeroportos terão aumento de 5,39%

Novos valores serão aplicados 30 dias após Infraero divulgar reajuste

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Passageiro aguarda embarque no Aeroporto Santos Dumont, administrado pela Infraero

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) autorizou hoje (16) reajuste de 5,39% para o teto das tarifas de embarque, conexão, pouso e permanência nos aeroportos administrados pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). Os novos valores poderão ser aplicados depois de 30 dias que a Infraero fizer a divulgação oficial do reajuste.

As tarifas aeroportuárias são valores pagos aos operadores do setor pelas companhias aéreas, pelo operador da aeronave ou pelo passageiro. Segundo a Anac, a tarifa de embarque é a única paga pelo passageiro e tem a finalidade de remunerar a prestação dos serviços, instalações e facilidades disponibilizadas aos passageiros.

Com o reajuste, a tarifa máxima dos passageiros em embarques domésticos passará de R$ 31,27 para R$ 32,95..

Nas viagens internacionais, a tarifa máxima de embarque aumentará de R$ 112,83 para R$ 115,82. Os valores valores já incluem o adicional do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC) de US$ 18, o correspondente a R$ 57,47.

De acordo com a Anac, o reajuste foi aplicado considerando a inflação acumulada entre dezembro de 2017 e dezembro de 2018, medida pela variação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE).

Responsável por cerca de 60% do movimento aéreo no país, a Infraero administra mais de 50 terminais que operam voos regulares e não regulares, voos domésticos regionais e nacionais e também internacionais. Entre eles, destacam-se aeroportos de grande movimentação como Congonhas, em São Paulo, e Santos Dumont, no Rio de Janeiro, e do Recife, além de terminais regionais como Campina Grande, na Paraíba, Juazeiro do Norte, no Ceará, e Montes Claros, em Minas Gerais.

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