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Campanha de conscientização e enfrentamento à violência doméstica é reforçada no período de isolamento

Campanha visa conscientizar população para denunciar casos de violência contra mulheres, idosos, crianças e adolescentes

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A diretora de Direitos Humanos Sabrina Ribeiro lembra que o trabalho de conscientização é feito todo dia

“Para algumas famílias, o isolamento está sendo ainda mais difícil” é o lema que está motivando a Campanha Nacional de conscientização e enfrentamento à violência doméstic, seja contra mulheres, crianças e adolescentes, idosos e pessoas com algum tipo de deficiência. Com o intuito de amplificar a campanha do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) em nível estadual, o Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça (Seciju) destaca a necessidade dos vizinhos e pessoas próximas estarem atentos e denunciarem casos de violência.

“A grande dificuldade que temos é a conscientização da população quanto à denúncia, porque, especialmente, neste momento de isolamento social não conseguimos chegar até as vítimas, saber dos casos por serem intrafamiliar. Até mesmo os casos de apuração que chegam são morosos, mas é um trabalho de todos os dias, um a um, no sentido de encorajar no quão importante é denunciar para que possa punir e garantir a defesa das vítimas”, explica a diretora de Direitos Humanos da Seciju, Sabrina Ribeiro de Santana.

Segundo a diretora, o trabalho da pasta é justamente prevenir e conscientizar a população, além de garantir que a vítima, seja mulher, idoso, pessoa com deficiência ou grupos vulneráveis, não fiquem sem atendimento. “Neste momento de menos visitas e contato com pessoas externas, é importante que a própria vítima seja encorajada a denunciar, ir a uma delegacia especializada de vulneráveis ou uma comum, ou registrar o boletim online, ou ainda ligar nos números 180 e 100 para denunciar qualquer violação de direitos humanos”, ressalta.

Criança e do adolescente

No âmbito da criança e do adolescente há uma situação de vulnerabilidade e grande dificuldade de reconhecimento dos casos. O MMFDH explica esse problema por considerar que a maioria dos casos ocorre dentro de casa com crianças menores de sete anos que não conseguem falar ou não entendem bem a violência sofrida.

“A violência contra crianças e adolescentes é identificada, na maioria das vezes, na escola porque o professor percebe mudanças no comportamento ou hematomas físicos, também são constatadas em consulta médica ou por alguém que tenha muita proximidade e a criança confie para demonstrar algo. Por isso neste período de pandemia é mais difícil e mais importante conscientizar a população sobre os tipos de violência e o quanto isso afeta o desenvolvimento da criança até a vida adulta,”, explica o superintendente de Administração do Sistema de Proteção dos Direitos da Criança e do Adolescente, Gilberto Costa.

“O maior foco da campanha é que a sociedade e as famílias se informem sobre as violências como elas acontecem e suas consequências, para mudar essa cultura na nossa sociedade de se calar. É preciso proteger as crianças e adolescentes, denunciar os casos e confiar no trabalho dos órgãos envolvidos. Hoje a principal porta de entrada de denúncia são os conselhos tutelares do município e em casos emergenciais, a Polícia Militar pelo 190, além do Disque 100 para qualquer tipo de violação e por meio de uma delegacia especializada ou comum”, completa o superintendente.

As denúncias pelo Disque 100 e 180 podem ser feitas em qualquer horário e sobre todo tipo de violação dos direitos humanos. As pessoas também podem denunciar pelos canais de atendimento da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos (ONDH).

Campanha Nacional

A campanha nacional, “Para algumas famílias, o isolamento está sendo ainda mais difícil”, com duração de duas semanas, conta com peças gráficas, materiais para internet, spots e vídeos, que serão veiculadas na TV, em minidoor sociais de comunidades, na mídia indoor de condomínios, em carros de som, em rádios comunitárias e na internet. Os materiais também podem ser baixados aqui e compartilhados nas redes sociais.

 

 

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Controle da raiva dos herbívoros são mantidas com medidas de vigilâncias ativas constantes

Raiva é uma zoonose transmissível do animal para o homem, que causa prejuízos econômicos aos produtores rurais com a perda de animais

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Adapec investiga focos da doença, monitora e cadastra abrigos e realiza a captura de morcegos hematófagos, principal transmissor da raiva

Referência na região Norte do Brasil, o Programa Estadual de Controle da Raiva dos Herbívoros do Tocantins (PECRH) mantém um sistema de controle da doença por meio de ações de vigilâncias ativas e orientação aos produtores rurais. Este trabalho tem surtido resultados positivos sobre a zoonose no Estado.

Considerada como uma zoonose (transmissível do animal para o homem), a raiva causa também prejuízos econômicos aos produtores rurais com a perda de animais, “por isso a Agencia de Defesa Agropecuária (Adapec) possui um programa de controle da raiva estruturado, que atende os produtores em todo o Tocantins,” destaca o presidente da Agência, Alberto Mendes da Rocha.

Entre as ações desenvolvidas pelo programa estão: investigação de focos da doença, monitoramento e cadastramento de abrigos, captura de morcegos hematófagos, principal transmissor da raiva, promoção de palestras e orientações aos produtores rurais, comunidades rurais e escolas, e treinamento de equipes de agentes de saúde que atuam na zona rural dos municípios.

Só em 2019, a Adapec atuou no controle da raiva dos herbívoros em 55 municípios do Estado, onde realizou 482 vigilâncias ativas, promovendo orientação sobre a zoonose para mais de mil pessoas e capacitação para outras 473 pessoas. Foram capturados 1.199 morcegos hematófagos, com monitoramento de 92 abrigos e cadastrado de 98 novos abrigos. Houve registro de 17 focos.

Sintomas

Segundo o responsável técnico pelo PECRH, José Emerson Cavalcante, os produtores rurais devem ficar atentos aos sintomas da doença. “O animal que é infectado pelo vírus rábico, transmitido pelo morcego hematófago, apresenta alguns sintomas como isolamento do restante do rebanho, apatia, perda de apetite, salivação abundante e dificuldade para engolir. Com a evolução da doença, tem movimentos desordenados, tremores musculares, ranger de dentes, decúbito lateral e morte,” esclarece.

A Agência alerta que o produtor deve evitar o contato direto com animais que apresentam sintomatologia nervosa. Qualquer dúvida ou denúncia em relação à defesa agropecuária, o produtor pode entrar em contato também, por meio do Disque Defesa no 0800 63 11 22.

 

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Projeto Cartas de Esperança leva produção aos pacientes e profissionais de saúde em tempo de pandemia

Textos foram produzidos por mais de 30 estudantes do ensino médio da Escola Estadual Elisangela Glória Cardoso

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Cartas de Esperança continuam com ações envolvendo profissionais de saúde

As atividades desenvolvidas no Projeto Cartas de Esperança, da Escola Estadual Elisângela Glória Cardoso, de Palmas, continuam com o trabalho abrangendo mais pessoas. Quando o trabalho começou, em 2019, o público-alvo era os pacientes internados no Hospital Geral de Palmas (HGP), com o objetivo de treinar a escrita, por meio da produção de cartas, bem como ter empatia colocando-se no lugar do outro.

Com as medidas de isolamento e suspensão das aulas, este ano o projeto está sendo executado de forma diferente. A professora Eliana Brito, de língua portuguesa e mentora do projeto, conta que no momento atual, muitas pessoas precisam de um apoio, principalmente aquelas que se encontram internadas.

Dessa forma, segundo Eliana Brito, a estratégia de trabalho para com o projeto mudou. “Estamos trabalhando com a mediação da tecnologia. Os estudantes escrevem as cartas e eu passo na casa deles para pegá-las, e também alguns nos enviam por e-mail. Está funcionando de forma satisfatória, até porque um dos objetivos do projeto é trabalhar a empatia e a solidariedade, o que ocorre com palavras de ânimo e desejo de superação enviadas por meio das cartas”, destaca.

“As visitas aos pacientes estão suspensas, mas, em conversa com a psicóloga que trabalha no HGP, foi possível entregar as cartas”, afirma a professora Eliana Brito.

O resultado do trabalho é observado na fala de quem recebe as cartas. Selvino Alves Oliveira, paciente, conta como se sentiu. “Eu me senti muito feliz em receber a cartinha. Trouxe mais força para viver, mais confiança e fé em Deus”, agradece Eliana Brito.

A professora ainda enfatiza que as cartas são gêneros textuais que fazem parte do currículo escolar e que a metodologia de trabalho torna mais prática a aprendizagem. “A inspiração para o Projeto Cartas de Esperança veio de um programa de televisão. Então adaptei para a prática em sala de aula, aproveitando as experiências que podem fazer parte da vida dos estudantes. Essa é uma forma de fixar o conhecimento e de fazer com que os alunos desenvolvam a capacidade de se colocar no lugar do outro, que sejam capazes de se solidarizar com quem está precisando de uma mensagem de esperança”, finaliza.

 

 

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Governo do Tocantins amplia testagem para Covid-19 na região norte do Estado

Ampliação ocorre em parceria com a Universidade Federal do Tocantins, na região com maior incidência da doença no Estado

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Inicialmente a parceria irá garantir maior acesso aos testes RT-PCR para a região norte do Estado

Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES) e Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen/TO), firmou parceira com a Universidade Federal do Tocantins (UFT) para ampliação de testagem para o novo Coronavírus, causador da Covid-19, no Estado. Inicialmente a parceria irá garantir maior acesso aos testes de Reação em Cadeia da Polimerase em Tempo Real (RT-PCR) para a região norte do Estado, com a avaliação da possibilidade da estruturação do serviço nas dependências da Universidade em Araguaína. A equipe gestora/técnica do Lacen irá realizar vistoria na Unidade da UFT em conjunto com representantes do Comitê Extraordinário Covid-19 da Universidade.

A diretora do Lacen-TO, Jucimária Dantas Galvão, explicou que a parceria será implementada na região norte, Araguaína, onde há uma maior demanda por testes e a necessidade do atendimento com maior agilidade, especialmente dos pacientes hospitalizados. “O Lacen-TO realizará uma visita in loco nos laboratórios da UFT para verificar a possibilidade de certificação dos laboratórios seguindo as normas nacionais de Saúde Pública, sendo previsto a visita ao Câmpus de Araguaína, para o início de junho”, afirma a Diretora.

O Lacen-TO é o responsável no Estado pela realização dos testes de RT-PCR, que identifica a presença do gene do vírus Sars-CoV-2, esta metodologia é reconhecida e recomendada pelo Ministério da Saúde como padrão ouro para o diagnóstico da doença. O Lacen-TO possui em estoque 50.080 testes de amplificação RT-PCR (Biomaguinhos/IDT) e atualmente tem capacidade para processar 500 análises por dia.

A UFT solicitará o cadastro dos laboratórios de pesquisa situados em Araguaína, Palmas e Gurupi para a realização de exames diagnósticos via RT-PCR para auxiliar o Lacen-TO em ampliar a oferta e dar agilidade nos resultados dos exames, principalmente na região norte, região com maior incidência da Covid-19 no Tocantins. Os dados demonstram que a região de Saúde Médio Norte Araguaia (Araguaína) possui incidência de 575,75 casos por 100 mil habitantes e a região do Bico do Papagaio conta com 229,27 casos por 100 mil habitantes.

Participaram da reunião para definição da parceria a superintendente de Vigilância em Saúde, Perciliana Joaquina Bezerra de Carvalho; a diretora do Lacen-TO, Jucimária Dantas Galvão; a responsável pela Rede de Laboratórios e Gestão da Qualidade, Anyelli Siqueira da Cunha, a responsável pelo setor de Biologia Molecular do Lacen-TO, Sirlene Borges Damasceno; o pró-reitor de Pesquisa, Pós-graduação e Inovação, professor Raphael Sanzio Pimenta e o membro do Comitê Extraordinário COVID-19 da UFT, professor Flávio Milagres.

 

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