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Brasil

Bolsonaro entrega hoje reforma da Previdência ao Congresso

Presidente explicará proposta em pronunciamento à nação

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O presidente Jair Bolsonaro participa da solenidade de posse do deputado Alceu Moreira no cargo de presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, no Clube Naval de Brasília.

Depois de mais de um mês de discussões entre as áreas econômica e política do governo, a principal proposta da área econômica será apresentada hoje(20). Às 9h30, o presidente Jair Bolsonaro irá à Câmara dos Deputados, acompanhado de ministros, entregar a proposta de reforma da Previdência, que pretende instituir idades mínimas de aposentadoria para os trabalhadores do serviço público e da iniciativa privada.

Bolsonaro entregará o texto ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. Na Casa, a proposta passará primeiramente pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), depois irá para uma comissão especial, antes de ir a plenário. Se aprovada em dois turnos por pelo menos três quintos dos deputados (308 votos), a reforma segue para o Senado.

Durante o dia, o presidente gravará um pronunciamento explicando a necessidade de reformar a Previdência. Elaborado em conjunto pela equipe econômica e pelo gabinete presidencial, o discurso será transmitido à noite em cadeia nacional de rádio e televisão.

Explicações

O ministro da Economia, Paulo Guedes, e o secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, também participarão da cerimônia de entrega do texto. Da Câmara dos Deputados, eles irão direto para o 3º Fórum de Governadores, que ocorre nesta quarta-feira. Guedes e Marinho apresentarão a proposta para os chefes estaduais. Atualmente, sete estados estão em situação de calamidade financeira em meio a orçamentos comprometidos com a folha de pagamento e com as aposentadorias dos servidores locais.

Enquanto Guedes e Marinho estiverem explicando a proposta aos governadores, técnicos da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho detalharão todos os pontos da reforma da Previdência a jornalistas. Na semana passada, Marinho confirmou que o texto proporá a idade mínima de 65 anos para homens e 62 anos para mulheres, com calendário de transição de 12 anos.

Detalhes

Entre os detalhes a serem divulgados hoje estão as mudanças nas aposentadorias especiais de professores, policiais, bombeiros, trabalhadores rurais e profissionais que atuam em ambientes insalubres. Também serão informadas as propostas para regras como o acúmulo de pensões e de aposentadorias e possíveis mudanças nas renúncias fiscais para entidades filantrópicas.

Falta saber ainda como ficarão o fator previdenciário, usado para calcular o valor dos benefícios dos trabalhadores do setor privado com base na expectativa de vida, e o sistema de pontuação 86/96, soma dos anos de contribuição e idade, atualmente usado para definir o momento da aposentadoria para os trabalhadores do setor privado. Em relação aos servidores públicos, ainda não se sabe qual será a proposta para a regra de transição.

Também nesta quarta-feira, o governo informará como incluirá na proposta a mudança para o regime de capitalização, no qual cada trabalhador terá uma conta própria em que contribuirá para a aposentadoria. Atualmente, a Previdência dos setores público e privado é estruturada com base no sistema de repartição, onde o trabalhador na ativa e o empregador pagam os benefícios dos aposentados e pensionistas.

Para viabilizar a migração de regime, o governo tem de incluir um dispositivo na Constituição que autoriza o envio de um projeto de lei – complementar ou ordinária – para introduzir o novo modelo depois da aprovação da reforma. Será revelado ainda se o governo enviará o projeto para reformular a Previdência dos militares junto da PEC ou em outro momento.

Tramitação

O governo calcula que a reforma vai permitir uma economia de R$ 800 bilhões a R$ 1 trilhão nos próximos dez anos. Por se tratar de uma PEC, a reforma da Previdência precisa ser votada em dois turnos na Câmara e no Senado, com o apoio de no mínimo três quintos dos deputados e dos senadores em cada votação.

EBC

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Mega-Sena acumula e próximo concurso deve pagar R$ 120 milhões

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As seis dezenas do Concurso 2.188 da Mega-Sena, sorteadas ontem (14) no Espaço Loteria Caixa em São Paulo, não teve vencedores. O prêmio para o próximo concurso, que será sorteado na quarta-feira (18), está estimado em R$ 120 milhões.

Os números sorteados foram 2 – 17- 21 – 28- 51- 60

A quina teve 154 ganhadores que vão receber, cada um, R$ 47.474,72. Fizeram quatro pontos 13.387 apostadores, que receberão o prêmio individual de R$ 780,19.

As apostas para o próximo concurso da Mega-Sena podem ser feitas até as 19h de de quarta-feira. A aposta mais barata, com seis números, custa R$ 3,50.

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Aparelho portável facilita exames na retina

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O Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE), da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), é o primeiro do estado a usar o “Eyer’, retinógrafo portátil, totalmente desenvolvido no Brasil, com tecnologia nacional, por três ex-alunos da Universidade de São Paulo (USP), ‘campus’ São Carlos.

Por ser portátil, o aparelho permite fazer o diagnóstico precoce e levar o exame de fundo de olho para pontos remotos, auxiliando médicos clínicos, cardiologistas, e de outras especialidades, que têm acesso a esse tipo de exame. O retinógrafo permite fazer o ‘upload’ (enviar informação para um computador remoto) da imagem para uma “nuvem” e a análise, ou diagnóstico, é feita remotamente, com a mesma qualidade.

“É um projeto dos últimos dois a três anos que criou um aparelho capaz de fazer fotografias da retina, do fundo de olho”, disse à Agência Brasil o oftalmologista Flávio Mac Cord Medina, médico do HUPE e membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO). O retinógrafo é acoplado a um ‘smartphone’ que tem lentes próprias para captar as imagens da retina.

O médico explica que em doenças como a retinopatia diabética, glaucoma, degeneração macular relacionada à idade, o retinógrafo portátil consegue ampliar a oportunidade de exames para novos pacientes. O novo equipamento pode ser usado também nos berçários, auxiliando na identificação de problemas como a retinopatia da prematuridade, tipo raro de problema visual.

Vantagens

O retinógrafo convencional, que é acoplado a uma mesa e instalado em uma sala, pesa mais de 100 quilos e não permite que seja deslocado. Além disso, exige que os adultos fiquem posicionados corretamente durante o exame de fundo de olho para poder capturar de forma adequada as imagens. Para crianças e bebês que não podem se posicionar no aparelho convencional, o novo equipamento traz vantagens, apontou o médico. “Tem uma mobilidade que torna possível examinar a retina em outras faixas etárias, em pacientes que estão acamados, ou em UTIs”.

Na avaliação de Flávio Medina, o principal benefício do retinógrafo portátil é que ele pode ser usado em triagens nos postos de saúde, em atendimentos primários nas unidades básicas de saúde. “Esses são os locais em que o aparelho tem a melhor utilidade, para fazer a triagem em pacientes cujas doenças podem levar à cegueira”, disse o especialista.

Outro fator positivo é que ele apresenta um custo reduzido em relação ao retinógrafo convencional. Enquanto este está avaliado em R$ 100 mil, o aparelho portátil tem valor em torno de R$ 25 mil. O novo equipamento ‘Eyer’, desenvolvido pela ‘startup’ Phelcom Technologies, foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e está liberado para entrar no mercado. Flávio Medina começou a usá-lo no Hospital Universitário Pedro Ernesto há algumas semanas.

Tecnologia

Em entrevista à Agência Brasil, o presidente do CBO, José Ottaiano, disse que o avanço da tecnologia e, principalmente, da inteligência artificial, pode contribuir para auxiliar de forma significativa a prática da medicina, e da oftalmologia, em particular, sem que haja prejuízos à relação médico-paciente. “Dada à própria característica da medicina, o aspecto humanístico da relação com o paciente em hipótese alguma deve ser comprometido”.

Segundo Ottaiano, na oftalmologia hoje 100% das máquinas têm ‘chip’. Uma área que desenvolveu muito na oftalmologia é a de tratamento e cirurgia a laser. “Aí, você aplica vários tipos de laser, como o argon laser, que a gente utiliza em retina; o yag laser, em algumas situações de glaucoma; o excimer laser, que se utiliza muito para cirurgias de grau, tipo miopia, astigmatismo”. O mais recente é o fentom laser que já faz parte de cirurgias de catarata e é utilizado também em algumas cirurgias refrativas. “De fato hoje, a especialidade oftalmologia tem uma expressão extremamente forte dentro desse avanço tecnológico”, explicou o presidente do CBO.

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Taxa básica de juros será definida nesta semana

Expectativa é que o Copom faça mais um corte 0,5 ponto percentual

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A taxa básica de juros – a Selic – será definida na sexta reunião deste ano do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), na próxima terça e quarta-feira (18).

Segundo a última pesquisa do BC ao mercado financeiro, a expectativa é que o Copom faça mais um corte 0,5 ponto percentual na taxa, em momento de economia ainda em recuperação. A previsão do mercado financeiro para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, é 0,87%, neste ano.

Na última reunião, no final de julho, o Copom iniciou um ciclo de cortes, reduzindo a Selic em 0,5 ponto percentual para 6% ao ano. A expectativa do mercado financeiro é que esse ciclo de cortes se encerre em outubro, com outro corte de 0,5 ponto percentual. Em dezembro, na última reunião do ano, não há expectativa de redução da Selic, que encerrará 2019 em 5% ao ano, na visão das instituições financeiras pesquisadas pelo BC.

Na ata da última reunião, o Copom informou que poderia continuar reduzindo a taxa básica de juros nos próximos meses. “O Comitê avalia que a consolidação do cenário benigno para a inflação prospectiva deverá permitir ajuste adicional no grau de estímulo [monetário, ou seja, corte da Selic]”. O colegiado ressaltou que “dados sugerem possibilidade de retomada do processo de recuperação da economia brasileira, que tinha sido interrompido nos últimos trimestres”.

A taxa básica de juros é o principal instrumento do banco para alcançar a meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Neste ano, a meta é 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%. Para o mercado financeiro, a inflação calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve ficar abaixo do centro da meta, em 3,54%. Para 2020, a previsão também está abaixo da meta (4%), em 3,82%.

Ao reduzir os juros básicos, a tendência é diminuir os custos do crédito e incentivar a produção e o consumo. Para cortar a Selic, o Copom precisa estar seguro de que os preços estão sob controle e não correm risco de ficar acima da meta de inflação.

O Banco Central atua diariamente por meio de operações de mercado aberto – comprando e vendendo títulos públicos federais – para manter a taxa de juros próxima ao valor definido na reunião do Copom.

A Selic, que serve de referência para os demais juros da economia, é a taxa média cobrada em negociações com títulos emitidos pelo Tesouro Nacional, registradas diariamente no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic).

Histórico

De outubro de 2012 a abril de 2013, a taxa Selic foi mantida em 7,25% ao ano e passou a ser reajustada gradualmente até alcançar 14,25% em julho de 2015. Nas reuniões seguintes, a taxa foi mantida nesse patamar.

Em outubro de 2016, foi iniciado um longo ciclo de cortes, quando a taxa caiu 0,25 ponto percentual para 14% ao ano.

O processo durou até março de 2018, quando a Selic chegou a 6,5% ao ano, e depois disso foi mantida pelo Copom nas reuniões seguintes, até julho deste ano, quando foi reduzida para 6% ao ano.

O Copom reúne-se a cada 45 dias. No primeiro dia do encontro são feitas apresentações técnicas sobre a evolução e as perspectivas das economias brasileira e mundial e o comportamento do mercado financeiro. No segundo dia, os membros do Copom, formado pela diretoria do BC, analisam as possibilidades e definem a Selic.

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