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Política

Assembleia e Adapec discutem retirada de vacinação contra febre aftosa

Discussões aconteceram na manhã desta terça-feira

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A audiência pública realizada na manhã desta terça-feira, dia 27, na Comissão de Desenvolvimento Rural, Cooperativismo, Ciência, Tecnologia e Economia, abordou o programa da Agência de Defesa Agropecuária do Tocantins (Adapec), que dispõe sobre a retirada da vacinação contra febre aftosa no Estado. Discutiu também providências que deverão ser tomadas pelo órgão para preparar produtores em relação às mudanças e inclusão em novos mercados.

Presidente da Adapec, Alberto Mendes da Rocha destacou que o Tocantins é um Estado livre da febre aftosa há 20 anos, mas, para avançar na Política de Defesa Sanitária e conquistar novos mercados, precisará promover algumas alterações na comercialização da carne e rebanho.

A proposta é retirar a vacinação e preparar os produtores a novas normas de inspeção sanitária no trânsito de animais para os Estados do Pará e Maranhão. Durante um ano, entre 2020 e 2021, o rebanho do Tocantins contará com restrições no trânsito aos Estados mencionados, bem como na comercialização de animais e produtos derivados da carne bovina.

A deputada Valderez Castelo Branco (PP) questionou as restrições na comercialização com estados vizinhos e considerou precipitada a retirada da vacina. Diretor de Sanidade Animal da Adapec, Francisco Ramos explicou a necessidade da garantia de segurança sanitária e qualidade ao rebanho, e apontou benefícios da erradicação da doença sem a vacinação, como a conquista de novos mercados que exigem melhor padrão de qualidade, bem como o avanço na comercialização com os estados de São Paulo, Minas Gerais e Goiás.

Alberto Mendes ressaltou que o apoio e a parceria da Casa são muito importantes no processo de adaptação do Estado e para preparar empresas e produtores às mudanças na comercialização. A Adapec terá um ano para promover as adequações.

Para afinar o debate, o presidente da entidade anunciou que o órgão realizará no próximo dia 13, no Palácio Araguaia, um seminário com a cadeia produtiva para discutir o programa. O deputado Zé Roberto (PT), por sua vez, considerou positiva a iniciativa de discutir projetos com os parlamentares, e concordou que o Tocantins precisa avançar na conquista de novos mercados para aquecer a economia e permitir que suas empresas promovam mais emprego e renda ao povo.

Técnico responsável pelo programa de erradicação da febre aftosa, João Eduardo Pires enfatizou que a intenção da Adapec é esclarecer todos os questionamentos relativos à retirada da vacina do Estado. Também se pretende ajudar na adequação das empresas para que o Tocantins evolua no mercado e satisfaça às exigências dos outros estados no que se refere à sanidade e ao padrão de qualidade da carne e seus derivados.

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Política

Autorizado crédito suplementar para secretaria de Cidadania e Justiça

Matéria foi aprovada na sessão matutina desta quarta-feira

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O plenário da Assembleia aprovou na sessão matutina desta quarta-feira, 12, em duas fases de votação, proposta do Executivo que dispõe sobre a autorização para a abertura de crédito adicional suplementar no valor de R$ 4.914.048,00. O recurso será destinado à operacionalização do serviço de alimentação das unidades do sistema penitenciário e prisional, gerido pela Secretaria de Cidadania e Justiça.

O montante suplementado foi retirado do Fundo Cultural que seria utilizado em ações de apoio a projetos artísticos culturais. Do Legislativo tiveram aprovação a matéria do deputado Elenil da Penha (MDB) que altera lei relacionada ao Código Tributário Estadual, para aprimorar o texto sobre a cobrança da taxa do serviço de alto-falante em estabelecimentos comerciais.

De acordo com Elenil, a finalidade é evitar a cobrança do serviço para empreendedores que já pagam tributo referente a serviço de carro de som.

Outras matérias aprovadas tratam de declarações de utilidade pública e concessões de títulos de cidadania propostas pelos deputados Ricardo Ayres (PSB), Valderez Castelo Branco (PP), Jorge Frederico (MDB), Vilmar de Oliveira (SD), Zé Roberto (PT), Luana Ribeiro (PSDB), Eduardo Siqueira Campos (DEM), Cleiton Cardoso (PTC), Valdemar Júnior (MDB) e Eli Borges (SD).

Requerimentos

Dos 55 requerimentos aprovados, a maioria trata de solicitações de pavimentação asfáltica para municípios tocantinenses. Na área da Educação foram solicitadas a implantação de Polo da Universidade Federal do Tocantins em Natividade e a implantação de Colégio Militar em Caseara, propostas pelo deputado Toinho Andrade (DEM), e a instalação de campus da Unitins em Miranorte, pelo deputado Junior Evangelista (PSC).

Já na área de Segurança Pública a deputada Luana Ribeiro solicita a criação de Delegacia Especializada de Investigações Criminais na Delegacia Regional de Polícia de Colinas e a implantação do Serviço de Atendimento à Pessoa em Situação de Violência.

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CCJ aprova projeto de lei que altera taxas cartorárias

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Matéria deve ser votada pelo plenário na próxima semana

Após análise e aprovação, com emendas, na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ), na manhã desta quarta-feira, 12, o projeto de lei do Tribunal de Justiça que propõe alterações das taxas cartorárias (registros civis, títulos e documentos) foi encaminhado para as comissões de Defesa do Consumidor e de Finanças da Assembleia Legislativa.

A matéria recebeu duas emendas do relator, o deputado Ricardo Ayres (PSB), propondo que seja garantido o princípio da segurança jurídica, a fim de assegurar o cumprimento da lei federal. Ayres deixou de acolher duas emendas de autoria do deputado Jorge Frederico (MDB) “devendo as mesmas ser remetidas às respectivas comissões para tratarem sobre o mérito”.

Na tarde da última terça-feira, 11, o referido projeto foi debatido pela Assembleia, em audiência pública, com representantes das classes cartorial e produtiva. Na oportunidade ficou definida a modificação da proposta original por meio do acréscimo de emendas. Um dos principais pontos discutidos foi impacto do aumento na tabela de preços cobrados pelos cartórios sobre o contribuinte de baixa renda.

Apesar da divergência de opiniões acerca da matéria, ficou acordado na CCJ que o Legislativo buscará alcançar consenso nas diferentes comissões pelas quais passa o projeto até sua votação definitiva em plenário, previsto para a próxima semana.

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Audiência Pública discute alteração em projeto de lei sobre taxas cartorárias

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Uma audiência pública solicitada pelo deputado Ricardo Ayres (PSB) discutiu nesta terça-feira, dia 11, o projeto do Tribunal de Justiça que trata de alterações nas taxas cartorárias. A matéria, que deve ser debatida na reunião da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) na tarde desta terça-feira, está em tramitação nesta Casa de Leis há mais de um ano.

O projeto dispõe sobre a fixação, a contagem, a cobrança e o pagamento de emolumentos no exercício das atividades notariais e registrais, e regulamenta o Fundo Especial de Compensação da Gratuidade dos Atos do Registro Civil de Pessoas Naturais (Funcivil).

Desde que o projeto fora encaminhado às comissões, representantes da classe cartorária e produtiva buscam acordo com os deputados com vistas a propor alterações. Na audiência de hoje, ficou definida a modificação da proposta original por meio do acréscimo de emendas.

Apesar da divergência das classes e do Judiciário, a ideia é chegar a um consenso e promover as alterações, a fim de que o projeto passe por outras comissões e seja colocado em votação no plenário ainda nesta quarta-feira, dia 12.

Entre os pontos mais polêmicos da proposta está a reformulação do Funcivil, que passa a ser gerido pelo TJ, tirando dos cartórios essa gestão, além do aumento de receita para o Judiciário e da redução para cartórios e prefeituras.

Para o juiz auxiliar da Corregedoria Geral, Océlio Nobre, apesar das divergências, o que deve ser levado em consideração é o crescimento da arrecadação com a redução das taxas cartorárias, além de promover o interesse pela regularização do contribuinte.

“Os tocantinenses estão deixando de registrar seus imóveis devido às altas taxas, o que leva muitos à informalidade. A Corregedoria fez levantamento em 42 cartórios e ouviu a reclamação dos contribuintes sobre o valor dos tributos e queixas dos cartorários com a queda de registros”, destacou Océlio.

O defensor-geral Fábio Monteiro também defendeu a redução das taxas e a isenção dos procedimentos da Defensoria Pública no atendimento à população carente nas ações de cidadania.

Os deputados Eli Borges (SD), Jorge Frederico (MDB) e Amélio Cayres (SD) participaram da discussão e concordaram com as alterações do projeto, no sentido de reduzir taxas ao contribuinte.

“O Parlamento concorda com todo debate que envolva os interesses da sociedade. Não podemos permitir que o contribuinte e o produtor do nosso Estado sejam prejudicados com altas cobranças. São eles que investem e alavancam a economia”, defendeu Eli Borges.

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