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Acessibilidade: Justiça Eleitoral realiza vistoria nos 883 locais de votação do Tocantins

Para garantir acessibilidade aos eleitores nas Eleições Municipais 2020, a Justiça Eleitoral do Tocantins iniciou os trabalhos de pré-vistoria nos 883 locais de votação do Estado.

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Para garantir acessibilidade aos eleitores nas Eleições Municipais 2020, a Justiça Eleitoral do Tocantins iniciou os trabalhos de pré-vistoria nos 883 locais de votação do Estado. A ação foi iniciada no último dia 12 de setembro, com um projeto piloto nos 11 locais de votação de Miracema, sede da 5ª Zona Eleitoral, e abrangerá todos os 139 municípios até o final do mês de novembro de 2019.

Em parceria com os dirigentes das unidades escolares do Tocantins, o procedimento consiste no preenchimento de formulário online para levantamento de informações sobre o estado das instalações físicas de cada escola, acesso à internet, dados de unidade consumidora de energia e, principalmente, informações sobre os requisitos de acessibilidade, conforme critérios estabelecidos pela Comissão de Acessibilidade do TRE-TO.

Prioritariamente no questionário será identificado o nível de acessibilidade das salas onde serão montadas as seções eleitorais, considerando as necessidades de cadeirantes, pessoas com baixa mobilidade e pessoas com deficiência visual.

Após a finalização do piloto em Miracema, até o final de outubro as atividades serão realizadas nos demais 32 municípios sede de Zonas Eleitorais e, em novembro, acontecerão as vistorias nos outros municípios de cada ZE.

“Com o diagnóstico em mãos saberemos quantas salas são acessíveis, não acessíveis ou parcialmente acessíveis; e a partir daí será possível a alocação de eleitores em seções eleitorais adequadas às suas necessidades de mobilidade”, explicou o Secretário de Tecnologia da Informação, Valdenir Júnior.

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Raylinn Barros da Silva / História e Histórias do Tocantins: Alguns Apontamentos

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No âmbito das comemorações do aniversário de 31 anos do Estado do Tocantins, tanto do ponto de vista da história como também do que é escrito sobre essa história, se faz necessário alguns apontamentos. Primeiro, como sabemos, a história do Tocantins está vinculada à de Goiás até o final do século passado, quando, em 5 de outubro de 1988, a promulgação da nova constituição desmembrou o território de Goiás, dando origem ao Tocantins. Ou seja, qualquer que seja o olhar, a história do Tocantins parte da história de Goiás.

Segundo, é importante registrar que os verdadeiros construtores dessa história são as pessoas comuns, o povo que há muito habita essa região e que sem eles, não haveria nada a se registrar sobre esse percurso histórico. Muito se debate, quando se refere à história, sobre os papeis dos sujeitos que a constroem. Do ponto de vista metodológico, sempre optei em buscar no povo comum, os verdadeiros construtores da história, não que determinados sujeitos não tenham tido papel relevante em determinados processos, mas mesmo esses sujeitos ditos “privilegiados” no processo, nada fariam se não existissem os ditos “anônimos” da história.

Ao considerarmos o povo comum como os verdadeiros construtores da história do Tocantins, resta uma reflexão: O que se tem escrito sobre a história do Tocantins, suas histórias? Destacam-se três leituras: a política, a didática e a acadêmica. Sobre a leitura política, ela tem suas raízes na figura do desembargador Joaquim Teotônio Segurado, um fazendeiro e político que viveu na região e que no início do século XIX defendeu a separação de Goiás como estratégia para o desenvolvimento do norte. Esse personagem foi “alçado” por alguns personagens políticos do Tocantins contemporâneo como um herói, nada mais que uma estratégia para buscar “justificar” as lutas e os interesses desses agentes políticos no tempo presente, Segurado é então, o “mito” fundador do Tocantins e que justifica suas lutas.

A leitura didática gira em torno de alguns elementos dessa história política e que por necessidade de ser simplificada, ou melhor, entendida pelo grande público, foi produzida em forma de apostilas e livros em âmbito regional. Por sua linguagem de fácil acesso e sem os meandros que envolvem uma escrita científica, essa leitura é utilizada, basicamente, como conteúdo para concursos. Vale destacar que essa leitura didática dialoga abertamente com a leitura política, ambas, sem nenhuma problematização.

Já a leitura acadêmica, ela tem como ponto de partida escritos de pesquisadores vinculados à universidade. São leituras baseadas em pesquisas que privilegiaram a abordagem metodológica de fontes, o cruzamento de dados, a articulação desses dados com princípios teóricos e, sobretudo, a busca de novas explicações para o processo histórico de formação do norte de Goiás, região que daria origem ao Tocantins no final do século XX.

Os primeiros esforços para a compreensão da história do norte de Goiás, região do atual Tocantins, encontram respaldo nas análises do historiador Luis Palacín. Outra análise com respaldo acadêmico são os escritos da historiadora Maria do Espírito Santo Rosa Cavalcante, como também a historiadora Temis Gomes Parente. Destaca-se ainda a coletânea de textos organizados por Odair Giraldin, como também os escritos de Fabrízio de Almeida Ribeiro que em sua dissertação buscou problematizar o que ele chamou de “A invenção do Tocantins”. Mais recentemente, alguns professores do campus de Araguaína e Porto Nacional, ambos da UFT, vêm oferecendo significativa produção acadêmica que pensa a história regional, espaço em que se construiu o Tocantins.

Portanto, qual a importância de se ter em mente essas três leituras possíveis sobre a história do Tocantins? Primeiro, conhecer é caminho para a formação de uma consciência, tanto do ponto de vista cognitivo, quanto do ponto de vista do pertencimento. As novas gerações que nasceram nessa região a partir de 1988, precisam conhecer que muito além de uma leitura política de quem na maioria das vezes só busca obter vantagem com a história às custas de fenômenos passados, como também saber que existe uma leitura didática que muito pouco oferece do ponto de vista da formação, existe uma leitura acadêmica, fruto de pesquisas científicas.

Para além dessas três leituras possíveis, e voltando às preocupações sobre os verdadeiros construtores da história do Tocantins, aqueles que chamamos talvez erroneamente de “anônimos” da história, infere-se que eles são os protagonistas do processo, visto que sem eles não haveria do que se contar. Esse povo comum que cotidianamente constrói desde antes do século XIX a história dessa região são, nesse sentido, os protagonistas desse processo histórico que tem na leitura acadêmica da história do Tocantins sua voz e seu rosto, espaço de reflexão e de conhecimento sobre o nosso passado, condição indispensável para a compreensão do nosso presente.

RAYLINN BARROS DA SILVA
É doutorando e mestre em História pela Universidade Federal de Goiás
[email protected]

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Estado

Condenado a 17 anos de reclusão, homem que matou amigo da ex-namorada no Tocantins

O réu teria encaminhado a mensagem com pedido de desculpas para distrair a vítima. José Edson foi morto com três tiros na cabeça, disparados por uma espingarda.

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Jackson da Rocha Rezende foi condenado à pena de 17 anos de reclusão pelo assassinato de José Edson Martins Lopes. O crime aconteceu em dezembro de 2018, em Arapoema, momentos depois de o acusado ter encaminhado uma mensagem de aplicativo se desculpando por uma discussão e pedindo para a vítima se despreocupar.

O desentendimento foi motivado pelo fato de Jackson da Rocha Rezende sentir ciúmes da ex-namorada, pessoa de quem a vítima era amigo desde a infância e com quem ele havia acabado de se encontrar.

Aconteceu na sessão do Tribunal do Júri, quando o conselho de sentença reconheceu as alegações do Ministério Publico do Tocantins (MPTO), representado pelo Promotor de Justiça Caleb Melo, que sustentou a tese de homicídio qualificado, em virtude da traição que dificultou a defesa da vítima.

Segundo sustentou o MPTO, o réu teria encaminhado a mensagem com pedido de desculpas para distrair a vítima. José Edson foi morto com três tiros na cabeça, disparados por uma espingarda.

O desentendimento foi motivado pelo fato de Jackson da Rocha Rezende sentir ciúmes da ex-namorada, pessoa de quem a vítima era amigo desde a infância e com quem ele havia acabado de se encontrar.

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Estado

Governo realiza primeiras cirurgias cardíacas pediátricas congênitas no Tocantins

No dia 27 de setembro foram realizadas em Araguaína dois procedimentos cirúrgicos

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Tocantins entra para o seleto grupo de estados com serviços de cirurgias cardíacas pediátricas congênitas, procedimento de alta complexidade que irá atender a demanda reprimida de pacientes que estavam sendo encaminhados para outros estados. No dia 27 de setembro foram realizadas em Araguaína, no Hospital Dr. Eduardo Medrado, dois procedimentos cirúrgicos em crianças de dois e quatros anos que aguardavam na Central Nacional de Regulação de Alta Complexidade (CNRAC). As cirurgias foram um sucesso e ambas crianças passam bem, sendo acompanhadas pela equipe multiprofissional do Hospital.

Os procedimentos foram possíveis após união de esforços do Governo do Estado por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), em parceria com o Ministério da Saúde, a secretaria Municipal de Saúde de Araguaína e o Hospital de Araguaína Dr. Eduardo Medrado. As primeiras cirurgias cardíacas pediátricas realizadas no Tocantins, até então inéditas dentro do Sistema Único de Saúde do Estado, figuram como marco histórico devido à grande demanda de pacientes que necessitam desse tipo de atendimento.

Segundo o secretário de Estado da Saúde, Dr. Edgar Tollini “a partir de agora as cirurgias cardíacas pediátricas passam a ser realizadas em território tocantinense, sem a necessidade de deslocamentos para outros estados. Esse atendimento no domicílio proporciona aos pacientes e seus acompanhantes uma melhora significativa na qualidade do serviço prestado, além da redução de gastos com a realização das cirurgias dentro do Estado”, ressalta.

De 2016 a 2018, o Estado do Tocantins gastou cerca de dez milhões de reais com transferência de pacientes para outros Estados em busca de tratamento cirúrgico cardíaco, este total foi gasto com a transferência de apenas 52 crianças que buscaram o atendimento via judicial. Se contabilizados os pacientes regulados pela CNRAC, este gasto é muito maior, pois no mesmo período foram transferidas 136 crianças. As transferências são onerosas, pois incluem gastos com transporte UTI aérea ou terrestre, passagens e ajuda de custo para Tratamento Fora de Domicílio (TFD).

Atualmente existem cerca de 11 centros de tratamentos cardíacos pediátricos no país, sendo que a maioria deles está localizada no Sul e Sudeste. Com a implantação do serviço, o Tocantins se torna referência para a região norte e nordeste, dando um grande salto na qualidade dos atendimentos prestados de alta complexidade para crianças. Araguaína assim se consolida como centro de atendimento de alta complexidade em pediatria, pois já conta com serviços de UTI pediátrica, cirurgias gerais e agora cirurgias cardíacas de alta complexidade.

A cirurgia

Uma equipe de mais de 20 profissionais foi mobilizada na realização de duas cirurgias cardíacas pediátricas. As crianças Rhianna Milhomem Cavalcante, de dois anos e o pequeno Enzo Alves Campos, de quatro anos foram submetidos a procedimentos de ventriculosseptoplastia e atriosseptoplastia.

A equipe foi comandada pelo cardiologista Dr. Arthur Henrique de Souza, cirurgião cardiovascular pediátrico, com experiência de mais de mil procedimentos realizados. O cirurgião foi acompanhado pelo médico cardiologista, João Alberto Pansani.  No pós-operatório as crianças recebem atendimento na Unidade de Tratamento Intensivo Pediátrica (UTIped) do Hospital sob o comando do responsável técnico, Dr. Márcio Brito e intensivistas da UTI pediátrica.

Com a implantação do serviço em Araguaína, cerca de 30 procedimentos poderão ser feitos mensalmente, diminuindo as filas de espera e a angústia dos familiares que poderão acompanhar de perto o tratamento as crianças.

As cirurgias foram comemoradas pelas mães das crianças. Maria Márcia Araújo Cavalcante, residente de Paraíso do Tocantins, mãe da Rhianna, relatou seu alívio com a realização da cirurgia. “Com diagnóstico realizado no Hospital Geral de Palmas, começou a espera pela cirurgia, que poderia ser feita em São Paulo, Minas Gerais ou Rio Grande do Sul, locais distantes, o que me deixava angustiada. Agora com a cirurgia feita aqui perto de casa, estou aliviada e logo estaremos em casa,” celebra.

Edivânia Sousa Alves, após a realização da cirurgia do filho Enzo, falou sobre sua satisfação em poder ter o tratamento do seu filho perto de casa. Enzo poderia ser atendido em Goiânia, cidade distante 1.300 km de Sitio Novo, onde mora com a família. “Poder ter este atendimento aqui no Estado vai ajudar muitas famílias, dando oportunidade para muitas crianças. O atendimento do hospital é ótimo, os profissionais são atenciosos, meu sentimento é de gratidão e alívio, estamos tranquilos; agora é aguardar o retorno para casa, felizes”, afirma.

 

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